XXX
Iracema cuidou que o seio rompia-se; e buscou a margem do
rio, onde crescia o coqueiro.
Estreitou-se com a haste da palmeira. A dor lacerou suas
entranhas; porém logo o choro infantil inundou todo o seu ser de júbilo.
A jovem mãe, orgulhosa de tanta ventura, tomou o tenro filho
nos braços e com ele arrojou-se às águas límpidas do rio. Depois suspendeu-o à
teta mimosa; seus olhos então o envolviam de tristeza e amor.
— Tu és Moacir, o nascido de meu sofrimento.
A ará, pousada no olho do coqueiro, repetiu Moacir; e desde
então a ave amiga em seu canto unia ao nome da mãe, o nome do filho.
O inocente dormia; Iracema suspirava:
— A jati fabrica o mel no tronco cheiroso do sassafrás; toda
a lua das flores voa de ramo em ramo, colhendo
o suco para encher os favos; mas ela não prova sua doçura, porque a irara devora
em uma noite toda a colmeia. Tua mãe também, filho de minha angústia, não
beberá em teus lábios o mel do sorriso.
A jovem mãe passou aos ombros a larga faixa de macio
algodão, que fabricara para trazer o filho sempre unido ao flanco; e seguiu
pela areia o rastro do esposo, que há três sóis partira. Ela caminhava
docemente para não despertar a criancinha, adormecida como o passarinho sob a
asa materna.
Quando chegou junto ao grande morro das areias, viu que o
rastro de Martim e Poti seguia ao longo da praia; e adivinhou que eles eram
partidos para a guerra. Seu coração suspirou; mas seus olhos secos buscaram o
semblante do filho.
Volve o rosto para o Mocoribe:
— Tu és o morro da alegria; mas para Iracema tu não tens
senão tristeza.
Tornando, a recente mãe pousou a criança sempre dormida na
rede de seu pai, viúva e solitária em meio da cabana; ela deitou-se ao chão, na
esteira onde repousava, desde que os braços do esposo se não tinham mais aberto
para recebê-la.
A luz da manhã estrava pela cabana, e Iracema viu entrar com
ela a sombra de um guerreiro.
Caubi estava em pé na porta.
A esposa de Martim ergueu-se de um ímpeto e saltou avante
para proteger o filho. Seu irmão levantou da rede a ela uns olhos tristes, e
falou com a voz ainda mais triste:
— Não foi a vingança que arrancou o guerreiro Caubi aos
campos dos tabajaras; ele já perdoou. Foi a vontade de ver Iracema, que trouxe
consigo toda sua alegria.
— Então bem-vindo seja o guerreiro Caubi na cabana de seu
irmão, respondeu a esposa abraçando-o.
— O nascido de teu seio dorme nesta rede; os olhos de Caubi
gostariam de vê-lo.
Iracema abriu a franja de penas; e mostrou o lindo semblante
da criança. Caubi depois que o contemplou por muito tempo, entre risos, disse:
— Ele chupou tua alma.
E beijou nos olhos da jovem mãe, a imagem da criança, que
não se animava tocar com receio de ofender:
A voz trêmula da filha ressoou:
— Ainda vive Araquém sobre a terra?
— Pena ainda; depois que tu o deixaste sua cabeça vergou
para o peito e não se ergueu mais.
— Dize-lhe que Iracema é morta já, para que ele se console.
A irmã de Caubi preparou a refeição para o guerreiro, e
armou no copiar a rede da hospitalidade para que ele repousasse das fadigas da
jornada. Quando o viajante satisfez o apetite, ergueu-se com estas palavras:
— Diz onde está teu esposo e meu irmão, para que o guerreiro
Caubi lhe dê o abraço da amizade.
Os lábios suspirosos da mísera esposa se moveram como as
pétalas do cacto que um sopro amarrota, e ficaram mudos. Mas as lágrimas
debulharam dos olhos, e caíram em bagas.
O rosto de Caubi anuviou-se:
— Teu irmão pensava que a tristeza ficara nos campos que
abandonaste: porque contigo trouxeste todo o riso dos que te amavam!
Iracema secou os olhos:
— O esposo de Iracema partiu com o guerreiro Poti para as
praias do Acaraú. Antes que três sóis tenham alumiado a terra ele voltará, e
com ele a alegria à alma da esposa.
— O guerreiro Caubi o espera para saber o que ele fez do
sorriso que morava em teus lábios.
A voz do tabajara enrouquecera; seu passo inquieto volveu a
esmo pela cabana.
XXXI
Iracema cantava docemente, embalando a rede para acalentar o
filho.
A areia da praia crepitou sob o pé forte e rijo do guerreiro
tabajara, que vinha das bordas do mar depois da abundante pesca.
A jovem mãe cruzou as franjas da rede, para que as moscas
não inquietassem o filho acalentado, e foi ao encontro do irmão:
— Caubi vai tornar às montanhas dos tabajaras! disse ela com
brandura.
O guerreiro anuviou-se:
— Tu despedes teu irmão da cabana para que ele não veja a
tristeza que a enche.
— Araquém teve muitos filhos em sua mocidade; uns a guerra
levou e morreram como valentes; outros escolheram uma esposa, e geraram por sua
vez numerosa prole: filhos de sua velhice, Araquém só teve dois. Iracema é para
ele como a rola que o caçador tirou do ninho. Só resta o guerreiro Caubi ao
velho pajé, para suster seu corpo vergado, e guiar seu passo trêmulo.
— Caubi partirá quando a sombra deixar o rosto de Iracema.
— Como vive estrela da noite, vive Iracema em sua tristeza.
Só os olhos do esposo podem apagar a sombra em seu rosto. Parte, para que eles
não se turvem com tua vista.
— Teu irmão parte para agradar tua vontade; mas ele voltará
todas as vezes que o cajueiro florescer para sentir em seu coração o filho de
teu ventre.
Entrou na cabana. Iracema tirou da rede a criança; e ambos,
mãe e filho, palpitaram sobre o peito do guerreiro tabajara. Depois, Caubi
passou a porta, e sumiu-se entre as árvores.
Iracema, arrastando o passo trêmulo, o acompanhou de longe
até que o perdeu de vista na orla da mata. Aí parou: quando o grito da jandaia
de envolta com o choro infantil a chamou à cabana, a areia fria onde esteve
sentada guardou o segredo do pranto que embebera.
A jovem mãe suspendeu o filho à teta; mas a boca infantil
não emudeceu. O leite escasso não apojava o peito.
O sangue da infeliz diluía-se todo nas lágrimas incessantes
que não estancavam dos olhos; nenhum chegava aos seios, onde se forma o
primeiro licor da vida.
Ela dissolveu a alva carimã e preparou ao fogo o mingau para
nutrir o filho. Quando o sol dourou a crista dos montes, partiu para a mata,
levando ao colo a criança adormecida.
Na espessura do bosque está o leito da irara ausente; os
tenros cachorrinhos grunhem enrolando-se uns sobre os outros. A formosa
tabajara aproxima-se de manso. Prepara para o filho um berço da macia rama do
maracujá; e senta-se perto.
Põe no regaço um por um os filhos da irara; e lhes abandona
os seios mimosos, cuja teta rubra como a pitanga ungiu do mel da abelha. Os
cachorrinhos famintos precipitam gulosos e sugam os peitos avaros de leite.
Iracema curte dor, como nunca sentiu; parece que lhe exaurem
a vida, mas os seios vão-se intumescendo; apojaram afinal, e o leite, ainda
rubro do sangue, de que se formou, esguicha.
A feliz mãe arroja de si os cachorrinhos, e cheia de júbilo
mata a fome ao filho. Ele é agora duas vezes filho de sua dor, nascido dela e
também nutrido.
A filha de Araquém sentiu afinal que suas veias se
estancavam; e contudo o lábio amargo de tristeza recusava o alimento que devia
restaurar-lhe as forças. O gemido e o suspiro tinham crestado com o sorriso o
sabor em sua boca formosa
Nasceu o filho de Iracema. Que nome a índia escolhe para o filho? Por quê? Qual o significado desse nome? Aproveite e faça um resgate do nome dos personagens que apareceram no romance e o seus significados. Lembre-se que o significado do nome está diretamente ligada à função da personagem no romance. Depois de fazer essa relação, comente como Iracema alimenta filho.
Iracema após dar à luz, banhou a criança no rio e depois o amamentou.
ResponderExcluir“– Tu é Moacir, o nascido de meu sofrimento”
O sofrimento era por não se sentir amada
Sobre a alimentação da criança :
De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar. A criança estava se nutrindo, mas a mãe perdera o apetite e as forças, por causa da tristeza.
TABAJARAS:
. Iracema – “a virgem dos lábios de mel”, representa o amor. Filha de Araquém, o Pajé da tribo; irmã de Caubi e sobrinha do ancião Andira
. Araquém – “o ministro de Tupã”, representa a sabedoria: solenidade da velhice contrastando com a beleza agreste de Iracema, um patriarca do deserto, ensinando aos moços os conselhos da prudência. Líder espiritual, conhecedor do que se passa na mente e no coração de cada um de sua tribo, principalmente durante o ritual sagrado da ingestão do licor da jurema.
. Caubi – representa o jovem guerreiro, o domínio da terra, a integração com o meio, o guia, “senhor dos segredos da natureza, da caça e dos caminhos”. Filho de Araquém
. Irapuã – chefe da tribo tabajara, representa o ciúme e o valor marcial. Possuindo posição anticolonialista defende as terras indígenas contra a invasão dos brancos, combatendo inclusive os pitiguaras, aliados aos portugueses e favoráveis à colonização.
. Andira – representa o ancião guerreiro. Irmão de Araquém.
PITIGUARAS/POTIGUARAS:
. Antônio Felipe Camarão (Poti) representa a amizade e a confiança. Amigo de Martim e irmão de Jacaúna
- Jacaúna – chefe da tribo dos pitiguaras
- Jatobá – pai de Poti e Jacaúna
- Batuireté – feiticeiro da tribo dos pitiguaras e avô de Jacaúna e Poti. Já com idade avançada e experiente, torna-se uma espécie de oráculo de guerra e passará a ser chamado de Maranguab, “o grande sabedor da guerra”.
PORTUGUÊS:
. Martim Soares Moreno (Coatiabo) – “o gavião branco”, representa o colonizador. Portador de virtudes cavalheirescas amou a pátria mais que à esposa, esse é o patrimônio que ele transmite a Moacir.
-LÍVIA RIBEIRO
Iacema dá o nome ao seu filho do Moacir, que significa “nascido do sofrimento” ou “filho do sofrimento”. Ela escolheu esse nome pois Martin tinha ido para a Guerra, ela amamentou o seu filho mas tempo depois não conseguia mais alimentar o seu filho pois de tanto chorar de tanta tristeza por Martín não mais amá-la seu leite secou, e ela não conseguia mais alimentar seu filho.
ResponderExcluirPERSONAGENS:
Iracema – (lábios de mel) – índia da tribo dos tabajaras, filha de Araquém, velho pajé; era uma espécie de vestal (no sentido de ter a sua virgindade consagrada à divindade) por guardar o segredo de Jurema (bebida mágica utilizada nos rituais religiosos); anagrama de América. Forte, sedutora, mas submissa. Heroína trágica.
Martim Soares Moreno – guerreiro branco, colonizador europeu, amigo dos pitiguaras, habitantes do litoral, adversários dos tabajaras; os pitiguaras lhe deram o nome de Coatiabo ("guerreiro pintado" - "tinha nas faces o branco das areias, nos olhos o azul triste das águas e os cabelos da cor do sol."
Moacir - Filho de Iracema e Martim, filho do sofrimento (Moaci = dor, ira = saído de).
Poti – herói dos pitiguaras, amigo – que se considerava irmão – de Martim. Personagem histórico.
Irapuã - chefe dos tabajaras; apaixonado por Iracema. Ciumento e corajoso. Seu nome significa "mel redondo".
Caubi – índio tabajara, irmão de Iracema. Não guardou rancor de Iracema, indo visitá-la no exílio.
Jacaúna – chefe dos pitiguaras, irmão de Poti. Seu nome significa "jacarandá preto. (Lídia)
Iracema após dar à luz, banhou a criança no rio e depois o amamentou.
ResponderExcluir“– Tu é Moacir, o nascido de meu sofrimento”
O sofrimento era por não se sentir amada
Sobre a alimentação da criança :
De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar. A criança estava se nutrindo, mas a mãe perdera o apetite e as forças, por causa da tristeza.
TABAJARAS:
. Iracema – “a virgem dos lábios de mel”, representa o amor. Filha de Araquém, o Pajé da tribo; irmã de Caubi e sobrinha do ancião Andira
. Araquém – “o ministro de Tupã”, representa a sabedoria: solenidade da velhice contrastando com a beleza agreste de Iracema, um patriarca do deserto, ensinando aos moços os conselhos da prudência. Líder espiritual, conhecedor do que se passa na mente e no coração de cada um de sua tribo, principalmente durante o ritual sagrado da ingestão do licor da jurema.
. Caubi – representa o jovem guerreiro, o domínio da terra, a integração com o meio, o guia, “senhor dos segredos da natureza, da caça e dos caminhos”. Filho de Araquém
. Irapuã – chefe da tribo tabajara, representa o ciúme e o valor marcial. Possuindo posição anticolonialista defende as terras indígenas contra a invasão dos brancos, combatendo inclusive os pitiguaras, aliados aos portugueses e favoráveis à colonização.
. Andira – representa o ancião guerreiro. Irmão de Araquém.
PITIGUARAS/POTIGUARAS:
. Antônio Felipe Camarão (Poti) representa a amizade e a confiança. Amigo de Martim e irmão de Jacaúna
- Jacaúna – chefe da tribo dos pitiguaras
- Jatobá – pai de Poti e Jacaúna
- Batuireté – feiticeiro da tribo dos pitiguaras e avô de Jacaúna e Poti. Já com idade avançada e experiente, torna-se uma espécie de oráculo de guerra e passará a ser chamado de Maranguab, “o grande sabedor da guerra”.
PORTUGUÊS:
. Martim Soares Moreno (Coatiabo) – “o gavião branco”, representa o colonizador. Portador de virtudes cavalheirescas amou a pátria mais que à esposa, esse é o patrimônio que ele transmite a Moacir. (Débora)
Iracema após dar à luz, banhou a criança no rio e depois o amamentou.
ResponderExcluir“– Tu é Moacir, o nascido de meu sofrimento”
O sofrimento era por não se sentir amada
Sobre a alimentação da criança :
De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar. A criança estava se nutrindo, mas a mãe perdera o apetite e as forças, por causa da tristeza.
TABAJARAS:
. Iracema – “a virgem dos lábios de mel”, representa o amor. Filha de Araquém, o Pajé da tribo; irmã de Caubi e sobrinha do ancião Andira
. Araquém – “o ministro de Tupã”, representa a sabedoria: solenidade da velhice contrastando com a beleza agreste de Iracema, um patriarca do deserto, ensinando aos moços os conselhos da prudência. Líder espiritual, conhecedor do que se passa na mente e no coração de cada um de sua tribo, principalmente durante o ritual sagrado da ingestão do licor da jurema.
. Caubi – representa o jovem guerreiro, o domínio da terra, a integração com o meio, o guia, “senhor dos segredos da natureza, da caça e dos caminhos”. Filho de Araquém
. Irapuã – chefe da tribo tabajara, representa o ciúme e o valor marcial. Possuindo posição anticolonialista defende as terras indígenas contra a invasão dos brancos, combatendo inclusive os pitiguaras, aliados aos portugueses e favoráveis à colonização.
. Andira – representa o ancião guerreiro. Irmão de Araquém.
PITIGUARAS/POTIGUARAS:
. Antônio Felipe Camarão (Poti) representa a amizade e a confiança. Amigo de Martim e irmão de Jacaúna
- Jacaúna – chefe da tribo dos pitiguaras
- Jatobá – pai de Poti e Jacaúna
- Batuireté – feiticeiro da tribo dos pitiguaras e avô de Jacaúna e Poti. Já com idade avançada e experiente, torna-se uma espécie de oráculo de guerra e passará a ser chamado de Maranguab, “o grande sabedor da guerra”.
PORTUGUÊS:
. Martim Soares Moreno (Coatiabo) – “o gavião branco”, representa o colonizador. Portador de virtudes cavalheirescas amou a pátria mais que à esposa, esse é o patrimônio que ele transmite a Moacir. (Débora)
Ela dá o nome do filho de coacir devido ao sofrimento em meio a qual ele nasceu
ResponderExcluirIracema:lábios de mel, origem Guarani.
Araquém:pássaro que dorme,origem tupi.
Pajé: individuo responsável pela condução do ritualismo mágico.
Irapuã:significa Colméia.
Tabajaras:senhores das aldeias.
Poti:animal artrópode, crustáceos
Caubi:mato verde
Moacir:filho do sofrimento.
Moranguab:grande sabedor de guerra.
Jacaúna:significa de peito negro.
Andirá:grande morcego ou vampiro brasileiro.
Japi:aquele que é ruidoso,individuo barulhento.
Iracema mamentou o bebê com mingau pois seu leite tava escasso, depois saiu com seu filho pela floresta e achou leite de irara(animal carnívoro do brasil, com parentesco de cães) (Paulo)
filho de Martim e Iracema, seu nome significa “filho do sofrimento”.pois Iracema está triste, IRACEMA – “virgem dos lábios de mel”.ela o alimenta com mingau.
ResponderExcluirGustavo
Iracema da o nome de Moacir devido ao seu sofrimento, já que o nome significa filho do sofrimento
ResponderExcluiro nome é Moacir que significa "filho do sofrimento"
ResponderExcluirMARTIM- guerreiro
IRACEMA- labios de mel
POTI – ANIMAL ARTRÓPODE CRUSTÁCEO.
ARAQUÉM – passaro que dorme
CAUBI – folhas azuis
IRAPUÃ – colmeia
ANDIRA – grande morcego
JACAÚNA – de peito negro
MARANGUAB- sabedor da guerra”.
Ela dissolveu a alva carimã e preparou ao fogo o mingau para nutrir o filho
Gabriela
MOACIR – filho de Martim e Iracema, seu nome significa “filho do sofrimento”.O bebê nasce entre um misto de tristeza e amor. Iracema o nomeia Moacir- filho da dor- o nascido de seu sofrimento. Iracema procura os filhotes da irara para que esses chupem o seu seio e permitam que saia o leite para amamentar seu filho, sente uma dor insuportável mas alegra-se de poder amamentar o filho. Agora Moacir é duplamente filho da sua dor, “nascido dela e também nutrido”.
ResponderExcluirMOACIR – filho de Martim e Iracema, seu nome significa “filho do sofrimento”.O bebê nasce entre um misto de tristeza e amor. Iracema o nomeia Moacir- filho da dor- o nascido de seu sofrimento. Iracema procura os filhotes da irara para que esses chupem o seu seio e permitam que saia o leite para amamentar seu filho, sente uma dor insuportável mas alegra-se de poder amamentar o filho. Agora Moacir é duplamente filho da sua dor, “nascido dela e também nutrido”.
ResponderExcluirIracema escolhe o nome Moacir para seu filho, devido ao sofrimento meio qual ele nasceu. Esse nome significa “o que vem da dor e o que faz doer” Martim – representa o português que leva até os índios uma cultura civilizada e a fé cristã. Iracema– “virgem dos lábios de mel”, jovem índia tabajara que guarda o segredo da jurema, uma planta alucinógena.
ResponderExcluirPoti – guerreiro pitiguara, amigo de Martim. Araquém – pai de Iracema e pajé da tribo tabajara. Caubi – valoroso guerreiro tabajara, irmão de Iracema. Irapuã – chefe dos tabajaras e inimigo de Martim. Andira – velho guerreiro, irmão de Araquém. Jacaúna– chefe dos potiguaras. Iracema alimenta-se seu filho após dar de mama aos filhotes do animal irara que fazem que que seu peito esguiche leite.
MOACIR – seu nome significa “filho do sofrimento”.O bebê nasce entre um misto de tristeza e amor. Iracema o nomeia Moacir- filho da dor- o nascido de seu sofrimento. Iracema procura os filhotes da irara para que esses chupem o seu seio e permitam que saia o leite para amamentar seu filho, sente uma dor insuportável mas alegra-se de poder amamentar o filho. Agora Moacir é duplamente filho da sua dor, “nascido dela e também nutrido”.
ResponderExcluirO filho de Martim e Iracema, seu nome significa “filho do sofrimento”.O bebê nasce entre um misto de tristeza e amor. Iracema o nomeia Moacir- filho da dor- o nascido de seu sofrimento (Henrique)
ResponderExcluirO nome que iracema escolhe para seu filho é moacir, esse nome é escolhido pelo seu significado sendo esse “filho do sofrimento” mostrado que a Índia estava envolvida em tristeza. O nome iracema significa "virgem dos lábios de mel",
ResponderExcluirCaubi "senhor dos caminhos",
Araquém "pássaro que dorme"
E poti "camarão". De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar a criança. (Heloisa-1ano)
O nome do filho é Moacir, "o nascido de meu sofrimento", que significa filho do sofrimento.
ResponderExcluirMARTIM:português que leva até os índios uma cultura civilizada e a fé cristã.
Iracema:jovem índia tabajara que guarda o segredo da jurema, uma planta alucinógena.
Poti:guerreiro pitiguara, amigo de Martim.
Araquém:pai de Iracema e pajé da tribo tabajara.
Caubi:valoroso guerreiro tabajara, irmão de Iracema.
Irapuã:chefe dos tabajaras e inimigo de Martim.
Andira:velho guerreiro, irmão de Araquém.
Jacaúna:chefe dos potiguaras.
Maranguab:avô de Poti, conhecido como “o grande sabedor da guerra”.
Moacir:filho de Martim e Iracema, seu nome significa “filho do sofrimento”.
Japi:cão de Martim.
Iracema alimentava seu filho com um tipo de suco de mel que jati fabrica.
- Matheus Ferreira Vazquez
Iracema após dar à luz, banhou a criança no rio e depois o amamentou.
ResponderExcluir“– Tu é Moacir, o nascido de meu sofrimento”
O sofrimento era por não se sentir amada
Sobre a alimentação da criança :
De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar. A criança estava se nutrindo, mas a mãe perdera o apetite e as forças, por causa da tristeza.
TABAJARAS:
. Iracema – “a virgem dos lábios de mel”, representa o amor. Filha de Araquém, o Pajé da tribo; irmã de Caubi e sobrinha do ancião Andira
. Araquém – “o ministro de Tupã”, representa a sabedoria: solenidade da velhice contrastando com a beleza agreste de Iracema, um patriarca do deserto, ensinando aos moços os conselhos da prudência. Líder espiritual, conhecedor do que se passa na mente e no coração de cada um de sua tribo, principalmente durante o ritual sagrado da ingestão do licor da jurema.
. Caubi – representa o jovem guerreiro, o domínio da terra, a integração com o meio, o guia, “senhor dos segredos da natureza, da caça e dos caminhos”. Filho de Araquém
. Irapuã – chefe da tribo tabajara, representa o ciúme e o valor marcial. Possuindo posição anticolonialista defende as terras indígenas contra a invasão dos brancos, combatendo inclusive os pitiguaras, aliados aos portugueses e favoráveis à colonização.
. Andira – representa o ancião guerreiro. Irmão de Araquém.
PITIGUARAS/POTIGUARAS:
. Antônio Felipe Camarão (Poti) representa a amizade e a confiança. Amigo de Martim e irmão de Jacaúna
- Jacaúna – chefe da tribo dos pitiguaras
- Jatobá – pai de Poti e Jacaúna
- Batuireté – feiticeiro da tribo dos pitiguaras e avô de Jacaúna e Poti. Já com idade avançada e experiente, torna-se uma espécie de oráculo de guerra e passará a ser chamado de Maranguab, “o grande sabedor da guerra”.
Portugues
. Martim Soares Moreno (Coatiabo) – “o gavião branco”, representa o colonizador. Portador de virtudes cavalheirescas amou a pátria mais que à esposa, esse é o patrimônio que ele transmite a Moacir. bech
Moacir, nascido da dor.pois veio do sofrimento dela
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