quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Capítulos XXX e XXXI




XXX

Iracema cuidou que o seio rompia-se; e buscou a margem do rio, onde crescia o coqueiro.

Estreitou-se com a haste da palmeira. A dor lacerou suas entranhas; porém logo o choro infantil inundou todo o seu ser de júbilo.

A jovem mãe, orgulhosa de tanta ventura, tomou o tenro filho nos braços e com ele arrojou-se às águas límpidas do rio. Depois suspendeu-o à teta mimosa; seus olhos então o envolviam de tristeza e amor.

— Tu és Moacir, o nascido de meu sofrimento.

A ará, pousada no olho do coqueiro, repetiu Moacir; e desde então a ave amiga em seu canto unia ao nome da mãe, o nome do filho.

O inocente dormia; Iracema suspirava:

— A jati fabrica o mel no tronco cheiroso do sassafrás; toda a lua das flores voa de ramo em ramo,  colhendo o suco para encher os favos; mas ela não prova sua doçura, porque a irara devora em uma noite toda a colmeia. Tua mãe também, filho de minha angústia, não beberá em teus lábios o mel do sorriso.

A jovem mãe passou aos ombros a larga faixa de macio algodão, que fabricara para trazer o filho sempre unido ao flanco; e seguiu pela areia o rastro do esposo, que há três sóis partira. Ela caminhava docemente para não despertar a criancinha, adormecida como o passarinho sob a asa materna.

Quando chegou junto ao grande morro das areias, viu que o rastro de Martim e Poti seguia ao longo da praia; e adivinhou que eles eram partidos para a guerra. Seu coração suspirou; mas seus olhos secos buscaram o semblante do filho.

Volve o rosto para o Mocoribe:

— Tu és o morro da alegria; mas para Iracema tu não tens senão tristeza.

Tornando, a recente mãe pousou a criança sempre dormida na rede de seu pai, viúva e solitária em meio da cabana; ela deitou-se ao chão, na esteira onde repousava, desde que os braços do esposo se não tinham mais aberto para recebê-la.

A luz da manhã estrava pela cabana, e Iracema viu entrar com ela a sombra de um guerreiro.

Caubi estava em pé na porta.

A esposa de Martim ergueu-se de um ímpeto e saltou avante para proteger o filho. Seu irmão levantou da rede a ela uns olhos tristes, e falou com a voz ainda mais triste:

— Não foi a vingança que arrancou o guerreiro Caubi aos campos dos tabajaras; ele já perdoou. Foi a vontade de ver Iracema, que trouxe consigo toda sua alegria.

— Então bem-vindo seja o guerreiro Caubi na cabana de seu irmão, respondeu a esposa abraçando-o.

— O nascido de teu seio dorme nesta rede; os olhos de Caubi gostariam de vê-lo.

Iracema abriu a franja de penas; e mostrou o lindo semblante da criança. Caubi depois que o contemplou por muito tempo, entre risos, disse:

— Ele chupou tua alma.

E beijou nos olhos da jovem mãe, a imagem da criança, que não se animava tocar com receio de ofender:

A voz trêmula da filha ressoou:

— Ainda vive Araquém sobre a terra?

— Pena ainda; depois que tu o deixaste sua cabeça vergou para o peito e não se ergueu mais.

— Dize-lhe que Iracema é morta já, para que ele se console.

A irmã de Caubi preparou a refeição para o guerreiro, e armou no copiar a rede da hospitalidade para que ele repousasse das fadigas da jornada. Quando o viajante satisfez o apetite, ergueu-se com estas palavras:

— Diz onde está teu esposo e meu irmão, para que o guerreiro Caubi lhe dê o abraço da amizade.

Os lábios suspirosos da mísera esposa se moveram como as pétalas do cacto que um sopro amarrota, e ficaram mudos. Mas as lágrimas debulharam dos olhos, e caíram em bagas.

O rosto de Caubi anuviou-se:

— Teu irmão pensava que a tristeza ficara nos campos que abandonaste: porque contigo trouxeste todo o riso dos que te amavam!

Iracema secou os olhos:

— O esposo de Iracema partiu com o guerreiro Poti para as praias do Acaraú. Antes que três sóis tenham alumiado a terra ele voltará, e com ele a alegria à alma da esposa.

— O guerreiro Caubi o espera para saber o que ele fez do sorriso que morava em teus lábios.

A voz do tabajara enrouquecera; seu passo inquieto volveu a esmo pela cabana.

XXXI

Iracema cantava docemente, embalando a rede para acalentar o filho.

A areia da praia crepitou sob o pé forte e rijo do guerreiro tabajara, que vinha das bordas do mar depois da abundante pesca.

A jovem mãe cruzou as franjas da rede, para que as moscas não inquietassem o filho acalentado, e foi ao encontro do irmão:

— Caubi vai tornar às montanhas dos tabajaras! disse ela com brandura.

O guerreiro anuviou-se:

— Tu despedes teu irmão da cabana para que ele não veja a tristeza que a enche.

— Araquém teve muitos filhos em sua mocidade; uns a guerra levou e morreram como valentes; outros escolheram uma esposa, e geraram por sua vez numerosa prole: filhos de sua velhice, Araquém só teve dois. Iracema é para ele como a rola que o caçador tirou do ninho. Só resta o guerreiro Caubi ao velho pajé, para suster seu corpo vergado, e guiar seu passo trêmulo.

— Caubi partirá quando a sombra deixar o rosto de Iracema.

— Como vive estrela da noite, vive Iracema em sua tristeza. Só os olhos do esposo podem apagar a sombra em seu rosto. Parte, para que eles não se turvem com tua vista.

— Teu irmão parte para agradar tua vontade; mas ele voltará todas as vezes que o cajueiro florescer para sentir em seu coração o filho de teu ventre.

Entrou na cabana. Iracema tirou da rede a criança; e ambos, mãe e filho, palpitaram sobre o peito do guerreiro tabajara. Depois, Caubi passou a porta, e sumiu-se entre as árvores.

Iracema, arrastando o passo trêmulo, o acompanhou de longe até que o perdeu de vista na orla da mata. Aí parou: quando o grito da jandaia de envolta com o choro infantil a chamou à cabana, a areia fria onde esteve sentada guardou o segredo do pranto que embebera.

A jovem mãe suspendeu o filho à teta; mas a boca infantil não emudeceu. O leite escasso não apojava o peito.

O sangue da infeliz diluía-se todo nas lágrimas incessantes que não estancavam dos olhos; nenhum chegava aos seios, onde se forma o primeiro licor da vida.

Ela dissolveu a alva carimã e preparou ao fogo o mingau para nutrir o filho. Quando o sol dourou a crista dos montes, partiu para a mata, levando ao colo a criança adormecida.

Na espessura do bosque está o leito da irara ausente; os tenros cachorrinhos grunhem enrolando-se uns sobre os outros. A formosa tabajara aproxima-se de manso. Prepara para o filho um berço da macia rama do maracujá; e senta-se perto.

Põe no regaço um por um os filhos da irara; e lhes abandona os seios mimosos, cuja teta rubra como a pitanga ungiu do mel da abelha. Os cachorrinhos famintos precipitam gulosos e sugam os peitos avaros de leite.

Iracema curte dor, como nunca sentiu; parece que lhe exaurem a vida, mas os seios vão-se intumescendo; apojaram afinal, e o leite, ainda rubro do sangue, de que se formou, esguicha.

A feliz mãe arroja de si os cachorrinhos, e cheia de júbilo mata a fome ao filho. Ele é agora duas vezes filho de sua dor, nascido dela e também nutrido.

A filha de Araquém sentiu afinal que suas veias se estancavam; e contudo o lábio amargo de tristeza recusava o alimento que devia restaurar-lhe as forças. O gemido e o suspiro tinham crestado com o sorriso o sabor em sua boca formosa


Nasceu o filho de Iracema. Que nome a índia escolhe para o filho? Por quê? Qual o significado desse nome? Aproveite e faça um resgate do nome dos personagens que apareceram no romance e o seus significados. Lembre-se que o significado do nome está diretamente ligada à função da personagem no romance. Depois de fazer essa relação, comente como Iracema alimenta filho.






17 comentários:

  1. Iracema após dar à luz, banhou a criança no rio e depois o amamentou.
    “– Tu é Moacir, o nascido de meu sofrimento”
    O sofrimento era por não se sentir amada
    Sobre a alimentação da criança :
    De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar. A criança estava se nutrindo, mas a mãe perdera o apetite e as forças, por causa da tristeza.

    TABAJARAS:
    . Iracema – “a virgem dos lábios de mel”, representa o amor. Filha de Araquém, o Pajé da tribo; irmã de Caubi e sobrinha do ancião Andira
    . Araquém – “o ministro de Tupã”, representa a sabedoria: solenidade da velhice contrastando com a beleza agreste de Iracema, um patriarca do deserto, ensinando aos moços os conselhos da prudência. Líder espiritual, conhecedor do que se passa na mente e no coração de cada um de sua tribo, principalmente durante o ritual sagrado da ingestão do licor da jurema.
    . Caubi – representa o jovem guerreiro, o domínio da terra, a integração com o meio, o guia, “senhor dos segredos da natureza, da caça e dos caminhos”. Filho de Araquém
    . Irapuã – chefe da tribo tabajara, representa o ciúme e o valor marcial. Possuindo posição anticolonialista defende as terras indígenas contra a invasão dos brancos, combatendo inclusive os pitiguaras, aliados aos portugueses e favoráveis à colonização.
    . Andira – representa o ancião guerreiro. Irmão de Araquém.

    PITIGUARAS/POTIGUARAS:
    . Antônio Felipe Camarão (Poti) representa a amizade e a confiança. Amigo de Martim e irmão de Jacaúna
    - Jacaúna – chefe da tribo dos pitiguaras
    - Jatobá – pai de Poti e Jacaúna
    - Batuireté – feiticeiro da tribo dos pitiguaras e avô de Jacaúna e Poti. Já com idade avançada e experiente, torna-se uma espécie de oráculo de guerra e passará a ser chamado de Maranguab, “o grande sabedor da guerra”.

    PORTUGUÊS:
    . Martim Soares Moreno (Coatiabo) – “o gavião branco”, representa o colonizador. Portador de virtudes cavalheirescas amou a pátria mais que à esposa, esse é o patrimônio que ele transmite a Moacir.
    -LÍVIA RIBEIRO

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  2. Iacema dá o nome ao seu filho do Moacir, que significa “nascido do sofrimento” ou “filho do sofrimento”. Ela escolheu esse nome pois Martin tinha ido para a Guerra, ela amamentou o seu filho mas tempo depois não conseguia mais alimentar o seu filho pois de tanto chorar de tanta tristeza por Martín não mais amá-la seu leite secou, e ela não conseguia mais alimentar seu filho.
    PERSONAGENS:
    Iracema – (lábios de mel) – índia da tribo dos tabajaras, filha de Araquém, velho pajé; era uma espécie de vestal (no sentido de ter a sua virgindade consagrada à divindade) por guardar o segredo de Jurema (bebida mágica utilizada nos rituais religiosos); anagrama de América. Forte, sedutora, mas submissa. Heroína trágica.
    Martim Soares Moreno – guerreiro branco, colonizador europeu, amigo dos pitiguaras, habitantes do litoral, adversários dos tabajaras; os pitiguaras lhe deram o nome de Coatiabo ("guerreiro pintado" - "tinha nas faces o branco das areias, nos olhos o azul triste das águas e os cabelos da cor do sol."
    Moacir - Filho de Iracema e Martim, filho do sofrimento (Moaci = dor, ira = saído de).
    Poti – herói dos pitiguaras, amigo – que se considerava irmão – de Martim. Personagem histórico.
    Irapuã - chefe dos tabajaras; apaixonado por Iracema. Ciumento e corajoso. Seu nome significa "mel redondo".
    Caubi – índio tabajara, irmão de Iracema. Não guardou rancor de Iracema, indo visitá-la no exílio.
    Jacaúna – chefe dos pitiguaras, irmão de Poti. Seu nome significa "jacarandá preto. (Lídia)

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  3. Iracema após dar à luz, banhou a criança no rio e depois o amamentou.
    “– Tu é Moacir, o nascido de meu sofrimento”
    O sofrimento era por não se sentir amada
    Sobre a alimentação da criança :
    De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar. A criança estava se nutrindo, mas a mãe perdera o apetite e as forças, por causa da tristeza.

    TABAJARAS:
    . Iracema – “a virgem dos lábios de mel”, representa o amor. Filha de Araquém, o Pajé da tribo; irmã de Caubi e sobrinha do ancião Andira
    . Araquém – “o ministro de Tupã”, representa a sabedoria: solenidade da velhice contrastando com a beleza agreste de Iracema, um patriarca do deserto, ensinando aos moços os conselhos da prudência. Líder espiritual, conhecedor do que se passa na mente e no coração de cada um de sua tribo, principalmente durante o ritual sagrado da ingestão do licor da jurema.
    . Caubi – representa o jovem guerreiro, o domínio da terra, a integração com o meio, o guia, “senhor dos segredos da natureza, da caça e dos caminhos”. Filho de Araquém
    . Irapuã – chefe da tribo tabajara, representa o ciúme e o valor marcial. Possuindo posição anticolonialista defende as terras indígenas contra a invasão dos brancos, combatendo inclusive os pitiguaras, aliados aos portugueses e favoráveis à colonização.
    . Andira – representa o ancião guerreiro. Irmão de Araquém.

    PITIGUARAS/POTIGUARAS:
    . Antônio Felipe Camarão (Poti) representa a amizade e a confiança. Amigo de Martim e irmão de Jacaúna
    - Jacaúna – chefe da tribo dos pitiguaras
    - Jatobá – pai de Poti e Jacaúna
    - Batuireté – feiticeiro da tribo dos pitiguaras e avô de Jacaúna e Poti. Já com idade avançada e experiente, torna-se uma espécie de oráculo de guerra e passará a ser chamado de Maranguab, “o grande sabedor da guerra”.

    PORTUGUÊS:
    . Martim Soares Moreno (Coatiabo) – “o gavião branco”, representa o colonizador. Portador de virtudes cavalheirescas amou a pátria mais que à esposa, esse é o patrimônio que ele transmite a Moacir. (Débora)

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  4. Iracema após dar à luz, banhou a criança no rio e depois o amamentou.
    “– Tu é Moacir, o nascido de meu sofrimento”
    O sofrimento era por não se sentir amada
    Sobre a alimentação da criança :
    De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar. A criança estava se nutrindo, mas a mãe perdera o apetite e as forças, por causa da tristeza.

    TABAJARAS:
    . Iracema – “a virgem dos lábios de mel”, representa o amor. Filha de Araquém, o Pajé da tribo; irmã de Caubi e sobrinha do ancião Andira
    . Araquém – “o ministro de Tupã”, representa a sabedoria: solenidade da velhice contrastando com a beleza agreste de Iracema, um patriarca do deserto, ensinando aos moços os conselhos da prudência. Líder espiritual, conhecedor do que se passa na mente e no coração de cada um de sua tribo, principalmente durante o ritual sagrado da ingestão do licor da jurema.
    . Caubi – representa o jovem guerreiro, o domínio da terra, a integração com o meio, o guia, “senhor dos segredos da natureza, da caça e dos caminhos”. Filho de Araquém
    . Irapuã – chefe da tribo tabajara, representa o ciúme e o valor marcial. Possuindo posição anticolonialista defende as terras indígenas contra a invasão dos brancos, combatendo inclusive os pitiguaras, aliados aos portugueses e favoráveis à colonização.
    . Andira – representa o ancião guerreiro. Irmão de Araquém.

    PITIGUARAS/POTIGUARAS:
    . Antônio Felipe Camarão (Poti) representa a amizade e a confiança. Amigo de Martim e irmão de Jacaúna
    - Jacaúna – chefe da tribo dos pitiguaras
    - Jatobá – pai de Poti e Jacaúna
    - Batuireté – feiticeiro da tribo dos pitiguaras e avô de Jacaúna e Poti. Já com idade avançada e experiente, torna-se uma espécie de oráculo de guerra e passará a ser chamado de Maranguab, “o grande sabedor da guerra”.

    PORTUGUÊS:
    . Martim Soares Moreno (Coatiabo) – “o gavião branco”, representa o colonizador. Portador de virtudes cavalheirescas amou a pátria mais que à esposa, esse é o patrimônio que ele transmite a Moacir. (Débora)

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  5. Ela dá o nome do filho de coacir devido ao sofrimento em meio a qual ele nasceu
    Iracema:lábios de mel, origem Guarani.
    Araquém:pássaro que dorme,origem tupi.
    Pajé: individuo responsável pela condução do ritualismo mágico.
    Irapuã:significa Colméia.
    Tabajaras:senhores das aldeias.
    Poti:animal artrópode, crustáceos
    Caubi:mato verde
    Moacir:filho do sofrimento.
    Moranguab:grande sabedor de guerra.
    Jacaúna:significa de peito negro.
    Andirá:grande morcego ou vampiro brasileiro.
    Japi:aquele que é ruidoso,individuo barulhento.
    Iracema mamentou o bebê com mingau pois seu leite tava escasso, depois saiu com seu filho pela floresta e achou leite de irara(animal carnívoro do brasil, com parentesco de cães) (Paulo)

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  6. filho de Martim e Iracema, seu nome significa “filho do sofrimento”.pois Iracema está triste, IRACEMA – “virgem dos lábios de mel”.ela o alimenta com mingau.
    Gustavo

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  7. Iracema da o nome de Moacir devido ao seu sofrimento, já que o nome significa filho do sofrimento

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  8. o nome é Moacir que significa "filho do sofrimento"
    MARTIM- guerreiro
    IRACEMA- labios de mel
    POTI – ANIMAL ARTRÓPODE CRUSTÁCEO.

    ARAQUÉM – passaro que dorme

    CAUBI – folhas azuis

    IRAPUÃ – colmeia

    ANDIRA – grande morcego

    JACAÚNA – de peito negro

    MARANGUAB- sabedor da guerra”.

    Ela dissolveu a alva carimã e preparou ao fogo o mingau para nutrir o filho
    Gabriela


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  9. MOACIR – filho de Martim e Iracema, seu nome significa “filho do sofrimento”.O bebê nasce entre um misto de tristeza e amor. Iracema o nomeia Moacir- filho da dor- o nascido de seu sofrimento. Iracema procura os filhotes da irara para que esses chupem o seu seio e permitam que saia o leite para amamentar seu filho, sente uma dor insuportável mas alegra-se de poder amamentar o filho. Agora Moacir é duplamente filho da sua dor, “nascido dela e também nutrido”.

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  10. MOACIR – filho de Martim e Iracema, seu nome significa “filho do sofrimento”.O bebê nasce entre um misto de tristeza e amor. Iracema o nomeia Moacir- filho da dor- o nascido de seu sofrimento. Iracema procura os filhotes da irara para que esses chupem o seu seio e permitam que saia o leite para amamentar seu filho, sente uma dor insuportável mas alegra-se de poder amamentar o filho. Agora Moacir é duplamente filho da sua dor, “nascido dela e também nutrido”.

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  11. Iracema escolhe o nome Moacir para seu filho, devido ao sofrimento meio qual ele nasceu. Esse nome significa “o que vem da dor e o que faz doer” Martim – representa o português que leva até os índios uma cultura civilizada e a fé cristã. Iracema– “virgem dos lábios de mel”, jovem índia tabajara que guarda o segredo da jurema, uma planta alucinógena.
    Poti – guerreiro pitiguara, amigo de Martim. Araquém – pai de Iracema e pajé da tribo tabajara. Caubi – valoroso guerreiro tabajara, irmão de Iracema. Irapuã – chefe dos tabajaras e inimigo de Martim. Andira – velho guerreiro, irmão de Araquém. Jacaúna– chefe dos potiguaras. Iracema alimenta-se seu filho após dar de mama aos filhotes do animal irara que fazem que que seu peito esguiche leite.

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  12. MOACIR – seu nome significa “filho do sofrimento”.O bebê nasce entre um misto de tristeza e amor. Iracema o nomeia Moacir- filho da dor- o nascido de seu sofrimento. Iracema procura os filhotes da irara para que esses chupem o seu seio e permitam que saia o leite para amamentar seu filho, sente uma dor insuportável mas alegra-se de poder amamentar o filho. Agora Moacir é duplamente filho da sua dor, “nascido dela e também nutrido”.

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  13. O filho de Martim e Iracema, seu nome significa “filho do sofrimento”.O bebê nasce entre um misto de tristeza e amor. Iracema o nomeia Moacir- filho da dor- o nascido de seu sofrimento (Henrique)

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  14. O nome que iracema escolhe para seu filho é moacir, esse nome é escolhido pelo seu significado sendo esse “filho do sofrimento” mostrado que a Índia estava envolvida em tristeza. O nome iracema significa "virgem dos lábios de mel",
    Caubi "senhor dos caminhos",
    Araquém "pássaro que dorme"
    E poti "camarão". De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar a criança. (Heloisa-1ano)

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  15. O nome do filho é Moacir, "o nascido de meu sofrimento", que significa filho do sofrimento.

    MARTIM:português que leva até os índios uma cultura civilizada e a fé cristã.
    Iracema:jovem índia tabajara que guarda o segredo da jurema, uma planta alucinógena.
    Poti:guerreiro pitiguara, amigo de Martim.
    Araquém:pai de Iracema e pajé da tribo tabajara.
    Caubi:valoroso guerreiro tabajara, irmão de Iracema.
    Irapuã:chefe dos tabajaras e inimigo de Martim.
    Andira:velho guerreiro, irmão de Araquém.
    Jacaúna:chefe dos potiguaras.
    Maranguab:avô de Poti, conhecido como “o grande sabedor da guerra”.
    Moacir:filho de Martim e Iracema, seu nome significa “filho do sofrimento”.
    Japi:cão de Martim.

    Iracema alimentava seu filho com um tipo de suco de mel que jati fabrica.
    - Matheus Ferreira Vazquez

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  16. Iracema após dar à luz, banhou a criança no rio e depois o amamentou.
    “– Tu é Moacir, o nascido de meu sofrimento”
    O sofrimento era por não se sentir amada
    Sobre a alimentação da criança :
    De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar. A criança estava se nutrindo, mas a mãe perdera o apetite e as forças, por causa da tristeza.

    TABAJARAS:
    . Iracema – “a virgem dos lábios de mel”, representa o amor. Filha de Araquém, o Pajé da tribo; irmã de Caubi e sobrinha do ancião Andira
    . Araquém – “o ministro de Tupã”, representa a sabedoria: solenidade da velhice contrastando com a beleza agreste de Iracema, um patriarca do deserto, ensinando aos moços os conselhos da prudência. Líder espiritual, conhecedor do que se passa na mente e no coração de cada um de sua tribo, principalmente durante o ritual sagrado da ingestão do licor da jurema.
    . Caubi – representa o jovem guerreiro, o domínio da terra, a integração com o meio, o guia, “senhor dos segredos da natureza, da caça e dos caminhos”. Filho de Araquém
    . Irapuã – chefe da tribo tabajara, representa o ciúme e o valor marcial. Possuindo posição anticolonialista defende as terras indígenas contra a invasão dos brancos, combatendo inclusive os pitiguaras, aliados aos portugueses e favoráveis à colonização.
    . Andira – representa o ancião guerreiro. Irmão de Araquém.

    PITIGUARAS/POTIGUARAS:
    . Antônio Felipe Camarão (Poti) representa a amizade e a confiança. Amigo de Martim e irmão de Jacaúna
    - Jacaúna – chefe da tribo dos pitiguaras
    - Jatobá – pai de Poti e Jacaúna
    - Batuireté – feiticeiro da tribo dos pitiguaras e avô de Jacaúna e Poti. Já com idade avançada e experiente, torna-se uma espécie de oráculo de guerra e passará a ser chamado de Maranguab, “o grande sabedor da guerra”.

    Portugues
    . Martim Soares Moreno (Coatiabo) – “o gavião branco”, representa o colonizador. Portador de virtudes cavalheirescas amou a pátria mais que à esposa, esse é o patrimônio que ele transmite a Moacir. bech

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  17. Moacir, nascido da dor.pois veio do sofrimento dela

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