terça-feira, 6 de novembro de 2018

Capítulos XI e XII



Capítulo XI

Os guerreiros tabajaras, acorridos à taba, esperavam o inimigo diante da caiçara.

Não vindo, eles saíram a buscá-lo.

Bateram as matas em torno e percorreram os campos; nem vestígios encontraram da passagem dos pitiguaras; mas o conhecido frêmito do búzio das praias tinha ressoado ao ouvido dos guerreiros da montanha; não havia duvidar.

Suspeitou Irapuã que fosse um ardil da filha de Araquém para salvar o estrangeiro, e caminhou direito à cabana do pajé. Como trota o guará pela orla da mata, quando vai seguindo o rastro da presa escápula, assim estugava o passo o sanhudo guerreiro.

Araquém viu entrar em sua cabana o grande chefe da nação tabajara, e não se moveu. Sentado na rede, com as pernas cruzadas, escutava Iracema. A virgem referia os sucessos da tarde; avistando a figura sinistra de Irapuã, saltou sobre o arco e uniu-se ao flanco do jovem guerreiro branco.

Martim a afastou docemente de si, e promoveu o passo.

A proteção, de que o cercava a ele guerreiro a virgem tabajara, o desgostava.

— Araquém, a vingança dos tabajaras espera o guerreiro branco; Irapuã veio buscá-lo.

— O hóspede é amigo de Tupã; quem ofender o estrangeiro ouvirá rugir o trovão.

— O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã, roubando a sua virgem, que guarda os sonhos da jurema.

— Tua boca mente como o ronco da jibóia! exclamou Iracema.

Martim disse:

— Irapuã é vil e indigno de ser chefe de guerreiros valentes!

O pajé falou grave e lento:

— Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá; mas o hóspede de Tupã é sagrado; ninguém lhe tocará, todos o servirão.

Irapuã bramiu; o grito rouco troou nas arcas do peito, como o frêmito da sucuri na profundeza do rio.

— A raiva de Irapuã não pode mais ouvir-te, velho pajé! Caia ela sobre ti, se ousas subtrair o estrangeiro à vingança dos tabajaras.

O velho Andira, irmão do pajé, entrou na cabana; trazia no punho o terrível tacape; e nos olhos uma raiva ainda mais terrível.

— O morcego vem te chupar o sangue, se é que tens sangue e não mel nas veias, tu que ameaças em sua cabana o velho pajé.

Araquém afastou o irmão:

— Paz e silêncio, Andira.

O pajé desenvolvera a alta e magra estatura, como a caninana assanhada, que se enrista sobre a cauda, para afrontar a vítima em face. As rugas afundaram, e, repuxando as peles engelhadas, esbugalharam os dentes alvos e afilados:

— Ousa um passo mais, e as iras de Tupã te esmagarão sob o peso desta mão seca e mirrada!

— Neste momento, Tupã não é contigo! replicou o chefe.

O pajé riu; e o seu riso sinistro reboou pelo espaço como o regougo da ariranha.

— Ouve seu trovão, e treme em teu seio, guerreiro, como a terra em sua profundeza.

Araquém proferindo essa palavra terrível avançou até o meio da cabana; ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão: súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia  arrancado das entranhas do rochedo.

Irapuã não tremeu, nem enfiou de susto; mas sentiu turvar-se a luz nos olhos, e a voz nos lábios.

— O senhor do trovão é por ti; o senhor da guerra, será por Irapuã.

O torvo guerreiro deixou a cabana; em pouco seu grande vulto mergulhou nas sombras do crepúsculo.

O pajé e seu irmão travaram a prática na porta da cabana.

Martim, ainda surpreso do que vira, não tirava os olhos da funda cava, que a planta do velho pajé abrira no chão da cabana. Um surdo rumor, como o eco das ondas quebrando nas praias, ruidava ali.

O guerreiro cristão cismava; ele não podia crer que o deus dos tabajaras desse ao seu sacerdote tamanho poder.

Araquém, percebendo o que passava n’alma do estrangeiro, acendeu o cachimbo e travou do maracá:

— É tempo de aplacar as iras de Tupã, e calar a voz do trovão.

Disse e partiu da cabana.

Iracema achegou-se então do mancebo; levava os lábios em riso, os olhos em júbilo:

— O coração de Iracema está como o abati n’água do rio. Ninguém fará mal ao guerreiro branco na cabana de Araquém.

— Arreda-te do inimigo, virgem dos tabajaras, respondeu o estrangeiro com aspereza de voz.
Voltando brusco para o lado oposto, furtou o semblante aos olhos ternos e queixosos da virgem.

— Que fez Iracema, para que o guerreiro branco desvie seus olhos dela, como se fora o verme da terra?
As falas da virgem ressoaram docemente no coração de Martim. Assim ressoam os murmúrios da aragem nas frondes da palmeira. O mancebo sentiu raiva de si, e pena dela:

— Não ouves tu, virgem formosa? exclamou ele apontando para o antro fremente.

— É a voz de Tupã!

— Teu deus falou pela boca do pajé: “Se a virgem de Tupã abandonar ao estrangeiro a flor de seu corpo, ele morrerá!...” Iracema pendeu a fronte abatida:

— Não é voz de Tupã que ouve teu coração, guerreiro de longes terras, é o canto da virgem branca, que te chama!

O rumor estranho que saía das profundezas da terra apagou-se de repente: fez-se na cabana tão grande silêncio que ouvia-se pulsar o sangue na artéria do guerreiro, e tremer o suspiro no lábio da virgem.

Capítulo XII


O dia enegreceu; era noite já.

O pajé tornara à cabana; sopesando de novo a grossa laje, fechou com ela a boca do antro. Caubi chegara também da grande taba, onde com seus irmãos guerreiros se recolhera depois que bateram a floresta, em busca do inimigo pitiguara.

No meio da cabana, entre as redes armadas em quadro, estendeu Iracema a esteira da carnaúba, e sobre ela serviu os restos da caça, e a provisão de vinhos da última lua. Só o guerreiro tabajara achou sabor na ceia, porque o fel do coração que a tristeza espreme não amargava seu lábio.

O pajé bebia no cachimbo o fumo sagrado de Tupã que lhe enchia as arcas do peito; o estrangeiro respirava ar às golfadas para refrescar-lhe o sangue efervescente; a virgem destilava sua alma como o mel de um favo, nos crebros soluços que lhe estalavam entre os lábios trêmulos.

Já partiu Caubi para a grande taba; o pajé traga as baforadas do fumo, que prepara o mistério do sagrado rito.

Levanta-se no ressono da noite um grito vibrante, que remonta ao céu.

Martim ergue a fronte e inclina o ouvido. Outro clamor semelhante ressoa. O guerreiro murmura, que o ouça a virgem e só ela:

— Escutou, Iracema, cantar a gaivota?

— Iracema escutou o grito de uma ave que ela não conhece.

— É a atiati, a garça do mar, e tu és a virgem da serra, que nunca desceu às alvas praias onde arrebentam as vagas.

— As praias são dos pitiguaras, senhores das palmeiras.

Os guerreiros da grande nação que habitava as bordas do mar se chamavam a si mesmos pitiguaras, senhores dos vales; mas os tabajaras, seus inimigos, por escárnio os apelidavam potiguaras, comedores de camarão.

Iracema não quis ofender o guerreiro branco; por isso, falando dos pitiguaras, não lhes recusou o nome guerreiro que eles haviam tomado para si.

O estrangeiro reteve por um instante a palavra no seu lábio prudente, enquanto refletia:

— O canto da gaivota é o grito de guerra do valente Poti, amigo de teu hóspede!

A virgem estremeceu por seus irmãos. A fama do bravo Poti, irmão de Jacaúna, subiu das ribeiras do mar às alturas da serra; rara é a cabana onde já não rugiu contra ele o grito de vingança, porque em quase todas o golpe de seu válido tacape deitou um guerreiro tabajara em seu camucim.

Iracema cuidou que Poti vinha à frente de seus guerreiros para livrar o amigo. Era ele sem dúvida que fizera retroar o búzio das praias, no momento do combate. Foi com um tom misturado de doçura e tristeza que replicou:

— O estrangeiro está salvo; os irmãos de Iracema vão morrer, porque ela não falará.

— Saia essa tristeza de tua alma. O estrangeiro partindo-se de teus campos, virgem tabajara, não deixará neles rastro de sangue, como o tigre esfaimado.

Iracema tomou a mão do guerreiro branco e beijou-a.

— Teu sorriso, continua ele, apagou a lembrança do mal que eles me querem.

Martim ergueu-se e marchou para a porta.

— Aonde vai o guerreiro branco?

— Adiante de Poti.

— O hóspede de Araquém não pode sair desta cabana, porque os guerreiros de Irapuã o matarão.

— Um guerreiro só deve proteção a Deus e a suas armas. Não carece que o defendam os velhos e as mulheres.

— Não vale um guerreiro só contra mil guerreiros; valente e forte é o tamanduá, que morde os gatos selvagens por serem muitos e o acabam. Tuas armas só chegam até onde mede a sombra de teu corpo; as armas deles voam alto e direito como o anajê.

— Todo o guerreiro tem seu dia.

— Não queres tu que morra Iracema, e queres que ela te deixe morrer!

Martim ficou perplexo:

— Iracema irá ao encontro do chefe pitiguara e trará a seu hóspede as falas do guerreiro amigo.

O pajé saiu enfim de sua contemplação. O maracá rugiu-lhe na destra, tiniram os guizos com o passo hirto e lento.

Chamou ele a filha de parte:

— Se os guerreiros de Irapuã vierem contra a cabana, levanta a pedra e esconde o estrangeiro no seio da terra.

— O hóspede não deve ficar só; espera que volte Iracema. Ainda não cantou a inhuma.

Tornou a sentar-se na rede o velho. A virgem partiu, cerrando a porta da cabana.


 No capítulo XI, o pajé Araquém usa um truque para salvar Martin. Ele retira uma pedra de sua cabana que 'prende' uma corrente de vento. Esse vento se assemelha à voz de Tupã. Tupã já apareceu em outros momentos nos capítulos anteriores. Quem é esse deus dos índios? E no capítulo XII é mais presente a figura dos inimigos dos tabajaras. Quem são esses inimigos? O que é possível falar eles?



26 comentários:

  1. Turma,
    Vamos lá então! O que aconteceu em Iracema até agora?
    Iracema conhece um “guerreiro branco” de nome Martin, por meio de uma flechada. Para cuidar do ferimento, convida Martin para sua tribo. O pai de Iracema recebe Martin em sua cabana; isso era sinal de hospitalidade entre os índios. Outro sinal de hospitalidade: várias mulheres (índias) são oferecidas a Martin. Ele recusa, pois já nutre um sentimento por Iracema. Vale lembrar que Martin é amigo dos pitiguaras, tribo inimiga dos tabajaras (tribo de Iracema). O chefe da tribo, Irapuã fica irado ao desconfiar do interesse de Iracema pelo homem branco. Iracema leva Martin para o bosque da jurema; ela era a virgem de Tupã que sabia preparar um licor alucinógeno que fazia as pessoas terem sonhos como se fossem reais. Martin bebe o segredo da jurema. Quando acorda do transe, Martin não lembra de nada. Caubi, irmão de Iracema, parte com Martin. Iracema sofre com a ausência do amado. Irapuã conclama Martin para uma luta de vida ou morte. Iracema intervém protegendo seu amado. A luta é interrompida com a chegada dos pitiguaras, que se preparavam para um ataque surpresa.
    O seu resumo não precisa ser idêntico a esse, o importante é que você consiga perceber as principais ações de cada capítulo bem como as características dos personagens.
    Bem, é isso!

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  2. Tupã é a manifestação de um Deus na forma do som do trovão.
    Pitiguaras são inimigos dos índios tabajaras, são chamados ofensivamente de potiguaras (comedores de camarão), habitavam o litoral.
    (MARIA)

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  3. O Deus dos Índios, é o trovão. É perceptivel no capítulo Xll a presença dos pitiguaras, inimigos dos tabajaras, eles constituem um grupo indígena que são um grande exemplo de luta entre os índios no Nordeste Brasileiro. (Lídia)

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  4. O Deus dos índios é o trovão. Inimigos: “mas os tabajaras, seus inimigos, por escárnio os apelidavam potiguaras, comedores de camarão.”
    Sobre eles: povo guerreiro, que tinham grandes lutas entre os povos indígenas, porém eles continham muitos inimigos.
    (Débora)

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  5. O Deus dos índios é o trovão. Inimigos: “mas os tabajaras, seus inimigos, por escárnio os apelidavam potiguaras, comedores de camarão.”
    Sobre eles: povo guerreiro, que tinham grandes lutas entre os povos indígenas, porém eles continham muitos inimigos.
    (Débora)

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  6. Tupã era o Deus dos indios e Anhangá o demonio ou feiticeiro. Tabajaras era um dos povos tupi que viviam no litoral do nordeste do Brasil e falam português(Paulo)

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  7. Tupã é a manifestação de um Deus na forma do som do trovão.
    Os pitiguaras, senhores dos vales, são índios inimigos dos tabajaras, moravam as bordas do mar.

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  8. O deus é Tupã e os inimigos sao homens brancos
    Gustavo

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  9. Tupã como já dito é o Deus dos índios pelo qual a tribo dos tabajaras servem, os inimigos é a tribo dos Pitiguaras :
    . Antônio Felipe Camarão (Poti) representa a Amigo de Martim e irmão de Jacaúna
    - Jacaúna – chefe da tribo dos pitiguaras
    - Jatobá – pai de Poti e Jacaúna
    - Batuireté – feiticeiro da tribo dos pitiguaras e avô de Jacaúna e Poti.
    (LÍVIA RIBEIRO)

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  10. Tupã é um nome de origem mitológica indígena, que significa na língua tupi "o trovão". De acordo com a lenda, após Nhanderuvuçu criar as Almas e as águas, criou Tupã, responsável por controlar o tempo, o clima e os ventos. Por isso que os indígenas temiam os sons dos trovões e relâmpagos, pois pensavam ser Tupã a manifestar-se negativamente sobre algo.
    E pitiguaras era os inimigos dos tabajaras. Eles eram chamados ofensivamente de potiguaras e moravam perto do mãe

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  11. Tupã é a entidade mitológica máxima de varias tribos.Os inimigos são os pitiguaras,uma tribo inimiga que habita a parte perto do mar,e,o canto da atiati é o geito de guerra dessa tribo

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  12. Tupã era o deus dos índios,é um nome de origem mitológica indígena, que significa na língua tupi "o trovão".
    Os inimigos dos tabajaras eram os pitiguaras. "Os guerreiros da grande nação que habitava as bordas do mar se chamavam a si mesmos pitiguaras, senhores dos vales; mas os tabajaras, seus inimigos, por escárnio os apelidavam potiguaras, comedores de camarão."

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  13. Tupã é a entidade mitológica máxima de varias tribos.Os inimigos são os pitiguaras,uma tribo inimiga que habita a parte litorânea,e,o canto da atiati é o grito de guerra dessa tribo

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  14. Deus da Natureza(acho). Guerreiros dos pitiguaras, conhecidos pela fama de serem valentes.

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  15. tupã é o deus deles, os principais inimigos dos tabajaras são os pitiguaras, os pitiguaras se preparavam para um ataque surpresa

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  16. Tupã é a entidade mitológica máxima de varias tribos.Os inimigos são os pitiguaras,uma tribo inimiga que habita a parte litorânea,e,o canto da atiati é o geito de guerra dessa tribo

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  17. Tupã é o Deus dos índios que se manifesta através do som do vento e do trovão.
    Os inimigos sao os potiguaras, grupo q se auto denominavam guerreiros

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  18. Tupã (do tupi-guarani tu'pã ou tu'pana) é um deus da mitologia indígena, que seu nome na língua tupi significa "o trovão". É responsável por controlar o tempo, o clima e os ventos, por isso os indígenas temiam os sons dos trovões. Os inimigos dos tabajaras são os potiguaras, tribo do litoral aliada dos portugueses, que tinha Poti como grande herói guerreiro.(Heloisa-1ano)

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  19. Tupã é a entidade mitológica máxima de varias tribos.Os inimigos são os pitiguaras,uma tribo inimiga que habita a parte litorânea,e,o canto da atiati é o grito de guerra dessa tribo
    (Khabech)

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  20. O deus dos indios é chamado de Tupã, que era como se fosse um deus do trovão para eles.
    Os inimigos são os pitiguaras ou potiguara como era chamado pelos seus inimigos, que significa pelos seus inimigos de comedores de camarões.

    - Matheus Ferreira Vazquez

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  21. Tupã é o nome do deus supremo no muro da criação Guarani. A palavra Tupã em tupi significa "trovão". Este é considerado o criador do universo, e, mais especificamente, criador da Luz. Sua residência é o sol.
    Os tabajaras foram um povo indígena que se fixaram na Paraíba quando a região já era ocupada pelos potiguaras, que viraram seus grandes rivais. Por causa dessa disputa, acabaram se aliando aos colonizadores portugueses. (Amanda)


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  22. Tupã é um dos deuses indígenas chamado de "espírito do trovão".
    Os inimigos dos Tabajaras são os pitiguaras,guerreiros da grande nação que habitava as bordas do mar,os tabajaras por escárnio os apelidavam potiguaras, comedores de camarão.

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  23. Este comentário foi removido pelo autor.

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  24. Leonardo (enviado por whatsapp)
    Tupã é a entidade mitológica máxima de varias tribos.Osinimigos são os pitiguaras,uma tribo inimiga que habita a parte litorânea,e,o canto da atiati é o geito de guerra dessa tribo

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  25. Tupã é o Deus dos índios.(cap. XI).
    E os pitiguaras eram os índios da tribo rival (cap. XII).

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