Na cabana silenciosa, medita o velho pajé.
Iracema está apoiada no tronco rudo, que serve de esteio. Os
grandes olhos negros, fitos nos recortes da floresta e rasos de pranto, parece
estão naqueles olhares longos e trêmulos enfiando e desfiando os aljôfares das
lágrimas, que rorejam as faces.
A ará, pousada no jirau fronteiro, alonga para sua formosa
senhora os verdes tristes olhos. Desde que o guerreiro branco pisou a terra dos
tabajaras, Iracema a esqueceu.
Os róseos lábios da virgem não se abriram mais para que ela
colhesse entre eles a polpa da fruta ou a papa do milho verde; nem a doce mão a
afagara uma só vez, alisando a penugem dourada da cabeça.
Se repetia o mavioso nome da senhora, o sorriso de Iracema
já não se voltava para ela, nem o ouvido parecia escutar a voz da companheira e
amiga, que dantes tão suave era ao seu coração.
Triste dela! A gente tupi a chamava jandaia, porque sempre
alegre estrugia os campos com seu canto fremente. Mas agora, triste e muda,
desdenhada de sua senhora, não parecia mais a linda jandaia, e sim o feio
urutau que somente sabe gemer.
O Sol remontou a umbria das serras; seus raios douravam
apenas o viso das eminências.
A surdina merencória da tarde, que precede o silêncio da
noite, começava de velar os crebros rumores do campo. Uma ave noturna, talvez
iludida com a sombra mais espessa do bosque, desatou o estrídulo.
O velho ergueu a fronte calva:
— Foi o canto da inhuma que acordou o ouvido de Araquém?
disse ele admirado.
A virgem estremecera, e já fora da cabana, voltou-se para
responder à pergunta do pajé:
— É o grito de guerra do guerreiro Caubi!
Quando o segundo pio da inhuma ressoou, Iracema corria na
mata, como a corça perseguida pelo caçador. Só respirou chegando à campina, que
recortava o bosque, como um grande lago.
Quem seus olhos primeiro viram, Martim, estava tranquilamente
sentado em uma sapopema, olhando o que passava ali. Contra, cem guerreiros
tabajaras, com Irapuã à frente, formavam arco. O bravo Caubi os afrontava a
todos, com o olhar cheio de ira e as armas valentes empunhadas na mão robusta.
O chefe exigira a entrega do estrangeiro, e o guia
respondera simplesmente:
— Matai Caubi antes.
A filha do pajé passara como uma flecha: ei-la diante de
Martim, opondo também seu corpo gentil aos golpes dos guerreiros. Irapuã soltou
o bramido da onça atacada na furna.
— Filha do pajé, disse Caubi em voz baixa. Conduz o
estrangeiro à cabana: só Araquém pode salvá-lo.
Iracema voltou-se para o guerreiro branco:
— Vem!
Ele ficou imóvel.
— Se tu não vens, disse a virgem; Iracema morrerá contigo.
Martim ergueu-se; mas longe de seguir a virgem, caminhou
direito a Irapuã. A sua espada flamejou no ar.
— Os guerreiros de meu sangue, chefe, jamais recusaram
combate. Se aquele que tu vês não foi o primeiro a provoca-lo, é porque seus
pais lhe ensinaram a não derramar sangue na terra hospedeira.
O chefe tabajara rugiu de alegria; sua mão possante brandiu
o tacape. Mas os dois campeões mal tiveram tempo de medir-se com os olhos;
quando fendiam o primeiro golpe, já Caubi e Iracema estavam entre eles.
A filha de Araquém debalde rogava ao cristão, debalde o
cingia em seus braços buscando arrancá-lo ao combate. De seu lado Caubi em vão
provocava Irapuã para atrair a si a raiva do chefe.
A um gesto de Irapuã, os guerreiros afastaram os dois
irmãos; o combate prosseguiu.
De repente o rouco som da inúbia reboou pela mata; os filhos
da serra estremeceram reconhecendo o estrídulo do búzio guerreiro dos
pitiguaras, senhores das praias ensombradas de coqueiros. O eco vinha da grande
taba, que o inimigo talvez assaltava já.
Os guerreiros precipitaram, levando por diante o chefe. Com
o estrangeiro só ficou a filha de Araquém.
Já lemos 1/3 (30%) do livro Iracema de José de Alencar. Faça uma síntese, um pequeno resumo da história até aqui (incluindo o capítulo X). Sugestão: construa seu texto como se você estivesse contando a história para alguém.
O livro o narrador descreve as águas do mar de sua terra natal. Conta que em tal parte do mar há um caminho que deixa a costa cearense e por lá vai um jovem guerreiro, uma criança e um rafeiro. O jovem grita Iracema olhando em direção á praia com uma lágrima descendo pelo seu rosto.
ResponderExcluirIracema, a virgem dos lábios de mel, “que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira” é uma guerreira da nação tabajara, que estava repousando na floresta a “graciosa ará sua amiga e companheira, vai junto com ela. De repente, surge entre os matos um guerreiro e é Martim, que recebe uma flechada no rosto, vindo de Iracema, assustada com a presença dele. Iracema, arrependida com o que fez quebra com o estrangeiro a “flecha da paz”.
Iracema e Martim seguem rumo para a “cabana” dos tabajaras e à cabana do pajé. Araquém diz a Martim que esse é senhor em sua cabana e que os tabajaras tinham mil guerreiros para defendê-lo e mulheres sem conta para servi-lo. Martim conta ao pajé, que é amigo da tribo inimiga dos tabajaras. Mas mesmo assim Araquém diz que o estrangeiro é bem-vindo em sua tribo.
Iracema traz as mais lindas mulheres da tribo para “servir” ao guerreiro, no qual ele não aceita, já que esperava que Iracema ficasse com ele. Martim então sai da cabana, Iracema fala que é melhor o guerreiro esperar Caubi, seu irmão, voltar da caça para que esse o guie na floresta. Martim, volta à cabana do pajé e dome na rede.
Na manhã seguinte, Irapuã, solta o grito de guerra contra os “potiguaras. O velho Andira, derruba o tacape do chefe que passava de mão em mão, simbolizando que era contra esse ataque de guerra, e Irapuã fica cheio de cólera.
Martim acorda e fica olhando o Sol. Lembra do lugar onde nasceu, dos entes queridos que lá deixou. Pensa que tornará para vê-los algum dia. Iracema se aproxima e pergunta o motivo da tristeza, o qual responde que é a saudade da pátria. A índia pergunta se uma noiva o espera e Martim responde que sim, mas que “ela não é mais doce do que Iracema, a virgem dos lábios de mel, nem mais formosa”. Iracema, o leva até o bosque sagrado da jurema e lá serve para ele, em uma folha, gotas de verde e estranho licor vazadas da igaçaba. Martim bebe e começa a sonhar, se aproxima de Iracema, mas logo ela solta rápido “do braço que a cingia”.
Enquanto Iracema começava a voltar para taba, surge Irapuã. Iracema trêmula de susto e com cólera, pergunta o motivo que o levou ao bosque da jurema, já que só podem entrar lá pessoas com a autorização de Araquém. Irapuã, diz que foi à sua procura. Iracema diz que o estrangeiro é hóspede de Araquém Irapuã afirma que o estrangeiro vai morrer. “A sombra de Iracema não esconderá para sempre o estrangeiro...” e dizendo essas palavras desapareceu entre as árvores.
Iracema avisa a Martim, já que não poderiam ficar juntos, Martim deveria partir com seu irmão Caubi, que iria chegar da caçada.
Martim vai à cabana do pajé, Iracema dá sua rede à Martim. “Estrangeiro, toma o último sorriso de Iracema e ... foge!” Iracema e Martim se beijam e ele parte com Caubi.
Da cabana do pajé Iracema escuta o grito de Guerra de Caubi, sai correndo em direção à ele e encontra o irmão, enfrentando cerca de cem guerreiros tabajaras liderados por Irapuã.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, “que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira” é uma guerreira da nação tabajara, está repousando em um claro na floresta, De repente, surge entre as folhagens um guerreiro Martim, que recebe uma flechada no rosto, provinda de Iracema, assustada com a presença do estrangeiro. Iracema, arrependida de seu ato quebra com o estrangeiro a “flecha da paz” – ato que simbolizava amizade.
ResponderExcluirIracema e Martim seguem rumo à cabana do pajé, Araquém, pai de Iracema, onde é recebido com hospitalidade.Martim conta ao pajé, então, que é amigo dos pitiguaras, tribo inimiga dos tabajaras.
Iracema traz as mulheres da tribo para “servir” ao guerreiro, o qual não as aceita, uma vez que esperava que Iracema ficasse com ele. Iracema responde que “não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema. Iracema diz que é melhor o guerreiro esperar Caubi, seu irmão, voltar da caça para que esse o guie por entre a floresta.
Na manhã seguinte, Irapuã, o chefe dos guerreiros tabajaras, solta o grito de guerra contra os “potiguaras”. O velho Andira, irmão do pajé, deixa tombar o tacape do chefe que passava de mão em mão, simbolizando que era contra esse ataque de guerra. Irapuã fica cheio de cólera.
Martim lembra do lugar onde nasceu, dos entes queridos que lá deixou. Iracema se aproxima e pergunta o motivo da tristeza do moço, o qual responde que é a saudade da pátria. Iracema, com o intuito de animá-lo, o leva até o bosque sagrado da jurema e lá serve para ele, em uma folha, gotas de verde e estranho licor vazadas da igaçaba. Martim bebe e começa a sonhar com Iracema, abraça-a e o autor deixa a entender que beijam-se, ou quase beijam-se, mas logo Iracema solta-se rápido “do braço que a cingia”.
Iracema trêmula de susto e com cólera, pergunta o motivo que o levou ao bosque da jurema, uma vez que só podem entrar lá pessoas com a autorização de Araquém. Iracema argumenta que o estrangeiro é hóspede de Araquém e Irapuã tomado de cólera, e cheio de ciúmes, afirma que o estrangeiro vai morrer, para assim quem sabe Iracema o amar.
Iracema avisa a Martim que quem possuísse Iracema morreria e que então, já que não poderiam ficar juntos, Martim deveria partir com seu irmão Caubi, que chegara da caçada.
Martim vai à cabana do pajé, Iracema dá sua rede à Martim. “Estrangeiro, toma o último sorriso de Iracema e ... foge!” Iracema e Martim se beijam e Martim parte com Caubi.
Da cabana do pajé Iracema escuta o grito de Guerra de Caubi, sai correndo em direção à ele e encontra o irmão, para defender Martim, enfrentando cerca de cem guerreiros tabajaras liderados por Irapuã. Os tabajaras só dissipam-se ao acreditar que estão sendo ameaçados, uma vez que escutam o som do búzio dos pitiguaras.
Narrador descreve as águas do mar de sua terra natal. há uma Jangada que deixa a costa cearense. nela tem um jovem guerreiro de Tes Branca,o garoto e o animal do dono. O Guerreiro grita por Iracema. Iracema dos cabelos negros e longos virgem dos lábios de mel se depara com o guerreiro atirando uma flexa, começa a sangrar, arrependida vai ajudar o rapaz. Quebrou a flecha que atirou pois aquilo representa um ato de paz entre os índios. Foi declarado bem-vindo à Nação dos Tabajaras guiada na floresta pela virgem dos lábios de mel, chega a cabana de Araquém. Pajé recebeu bem os jovens por creditar que ele foi trago por Tupã. Martim contou sua história que ele e seus pitiguaras foram caçar mas Martins se perdeu no campo dosTabajaras.na hora da refeição Iracema trouxe as mulheres para o servir mas ele que saber porque ela não podia servir. Ela falou que carregava o segredo da jurema e somente ela podia fabricar para o pajé a bebida de Tupã e também guardava o segredo dos sonhos. Neste mesmo dia ocorreria uma luta entre os pitiguaras o grande chefe Irapuã. aproveitando, aproveitando Martin saiu de sua Cabana e tentou encontrar o caminho aos pitiguaras, mas surgiu Iracema e falou para que seu hóspede esperace caubi voltar da caça para guiá-lo, mas todos fazem silêncio e o velho diz que lutou mais em guerras do que o número de dias vividos. Quando chegou a Índia revelou que tinha uma esposa após perceber que Iracema ficou triste com o que falou Ele disse que ela não é tão bonita e doce como Iracema. Andando pela Floresta chegaram no bosque sagrado de Jurema, dando bebida a ele para que ele Melhore seu estilo melancólico. Aquilo lhe fez bem e fez lembrar de sua terra natal. Iracema foi Surpreendida pelos Irapuãs, os dois estavam abraçados. Então Irapuã ficou louco pelo sangue do estrangeiro, ela protege não deixando que ninguém o machuque.Eles voltam para o Bosque Caubi já estava voltando e Martin partiria com ele, Iracema ficou triste, ela deu uma rede sua para que quando ele durma ela esteja nos seus sonhos. Guerreiro foi guiado por Caubi mas após eles estarem mais à frente ela dá um beijo nele de despedida.após Iracema conseguiram sorriso no rosto pois estava muito triste ouviu grito do Caubi, vai até a Campina. Martin e Cauby estavam armados a frente de mais de 100 guerreiros e Irapuã exigindo a entrega do guerreiro,Iracema pediu que ele fugisse mas Martim disse que seu povo nunca negou uma batalha, ele sofreu o primeiro golpe mas os guerreiros separaram. (Paulo)
ResponderExcluirIracema está repousando na floresta quando surge um guerreiro branco e ela lhe dá uma flechada no rosto. Arrependida quebra a flecha.
ResponderExcluirOs dois seguem para a cabana de Araquém, pai de Iracema, onde é recebido com hospitalidade. Iracema leva as mulheres da tribo para servir o guerreiro, mas ele não aceita, pois esperava que Iracema ficasse com ele (ela não pode ser sua serva porque guarda o segredo da jurema).
Martim, o guerreiro branco, saí da cabana em direção a tribo dos pitiguaras, a índia diz que é melhor o guerreiro esperar Caubi, seu irmão, voltar da caça para guia-lo na floresta. Martim volta a cabana para dormir.
No dia seguinte, Irapuã, o chefe dos guerreiros tabajaras solta o grito de guerra contra os pitiguaras.
Martim acorda e lembra de seus familiares, Iracema pergunta porque ele está triste e descobre que ele deixou uma noiva. A índia o leva para o bosque sagrado da jurema e serve uma bebida que o faz sonhar que beijou Iracema.
Caubi chega da caçada e logo parte com Martim.
Da cabana do pajé Iracema escuta o grito de Guerra de Caubi, sai correndo em direção à ele e encontra o irmão, para defender Martim, enfrentando guerreiros tabajaras. Martim acaba ferido.
Quem é?
ExcluirMaria
ExcluirIracema (anagrama – América) tomava seu banho na natureza, de repente escuta um barulho. Pegou seu arco e flecha e atirou acertando o rosto de um homem branco ( Martim – Mártir guerreiro).
ResponderExcluirSaiu correndo em direção ao homem que estava ferido e a seu pedido quebrou a flecha ao meio como um pedido de desculpa. Essa atitude mostra que Martim já conhecia a cultura dos povos indígenas.
A partir daí Iracema passa a confiar no homem branco e o leva para o Pajé da tribo Tabajara enquanto que Martim estava na tribo rival – ele estava perdido na mata.
Martim vira um convidado de Pajé, e em questão de honra ele pedi que Iracema levasse Martim para a tribo que pertencia dando-lhe algumas servas.
Iracema o leva até a selva para encontrar com seu irmão e aí sim ele levar Martim para outra tibo. Iracema não pode ser serva de Martim por causa do segredo de Jurema que é uma espécie de poção mágica que ela prepara (veneno) responsável pelas doidices do Pajé, sendo Iracema a jurada a este segredo não podendo se relacionar com nenhum homem.
Só que os dois se apaixonam e Iracema pergunta a Martim se ele tem alguém a sua espera. De repente surge um vilão da tribo rival que é apaixonado por Iracema também. Quando ele encontra os dois juntos parte para guerra. Durante a história acontece muitas revoltas e sempre é Iracema quem defende Martim colocando seu corpo na frente das lutas dizendo que ele é o convidado de Pajé.
Apaixonado por Iracema, Martim não quer mais voltar para a tribo rival. Acaba que ele vai ficando e Iracema resolve na última noite de Martim na tribo ela dá algumas gotas do segredo de Jurema para passar seu estado melancólico e Martim tem uma alucinação onde pensa que está dormindo com Iracema.
Iracema é uma índia, filha do pajé Araquém, nascida e criada em uma tribo nos campos dos Tabajara. A jovem vigiava as florestas até um dia atacar aquele que pensava ser um invasor.
ResponderExcluirCulpada por ter disparado a flecha de modo precipitado, Iracema imediatamente socorre Martim e o leva para a tribo para tratar dos ferimentos.
Quem é?
ExcluirGustavo
ExcluirIracema, a virgem dos lábios de mel, “que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira” é uma guerreira da nação tabajara, está repousando em um claro na floresta, De repente, surge entre as folhagens um guerreiro Martim, que recebe uma flechada no rosto, provinda de Iracema, assustada com a presença do estrangeiro. Iracema, arrependida de seu ato quebra com o estrangeiro a “flecha da paz” – ato que simbolizava amizade.
ResponderExcluirIracema e Martim seguem rumo à cabana do pajé, Araquém, pai de Iracema, onde é recebido com hospitalidade.Martim conta ao pajé, então, que é amigo dos pitiguaras, tribo inimiga dos tabajaras.
Iracema traz as mulheres da tribo para “servir” ao guerreiro, o qual não as aceita, uma vez que esperava que Iracema ficasse com ele. Iracema responde que “não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema. Iracema diz que é melhor o guerreiro esperar Caubi, seu irmão, voltar da caça para que esse o guie por entre a floresta.
Na manhã seguinte, Irapuã, o chefe dos guerreiros tabajaras, solta o grito de guerra contra os “potiguaras”. O velho Andira, irmão do pajé, deixa tombar o tacape do chefe que passava de mão em mão, simbolizando que era contra esse ataque de guerra. Irapuã fica cheio de cólera.
Martim lembra do lugar onde nasceu, dos entes queridos que lá deixou. Iracema se aproxima e pergunta o motivo da tristeza do moço, o qual responde que é a saudade da pátria. Iracema, com o intuito de animá-lo, o leva até o bosque sagrado da jurema e lá serve para ele, em uma folha, gotas de verde e estranho licor vazadas da igaçaba. Martim bebe e começa a sonhar com Iracema, abraça-a e o autor deixa a entender que beijam-se, ou quase beijam-se, mas logo Iracema solta-se rápido “do braço que a cingia”.
Iracema trêmula de susto e com cólera, pergunta o motivo que o levou ao bosque da jurema, uma vez que só podem entrar lá pessoas com a autorização de Araquém. Iracema argumenta que o estrangeiro é hóspede de Araquém e Irapuã tomado de cólera, e cheio de ciúmes, afirma que o estrangeiro vai morrer, para assim quem sabe Iracema o amar.
Iracema avisa a Martim que quem possuísse Iracema morreria e que então, já que não poderiam ficar juntos, Martim deveria partir com seu irmão Caubi, que chegara da caçada.
Martim vai à cabana do pajé, Iracema dá sua rede à Martim. “Estrangeiro, toma o último sorriso de Iracema e ... foge!” Iracema e Martim se beijam e Martim parte com Caubi.
Da cabana do pajé Iracema escuta o grito de Guerra de Caubi, sai correndo em direção à ele e encontra o irmão, para defender Martim, enfrentando cerca de cem guerreiros tabajaras liderados por Irapuã. Os tabajaras só dissipam-se ao acreditar que estão sendo ameaçados, uma vez que escutam o som do búzio dos pitiguaras.
A narrativa de Iracema estrutura-se em torno da história do amor de Martim por Iracema. O enredo de Iracema é aberto a interpretações. A relação entre Martim e Iracema significa a união entre o branco colonizador e o índio, entre a cultura europeia, civilizada, e os valores indígenas, apresentados como naturalmente bons. É uma espécie de mito de fundação da identidade brasileira. Iracema é uma índia da nação Tabajara. Ela é filha do pajé da tribo (Araquém) e está prometida como esposa ao chefe guerreiro (Irapuã). A moça também é detentora do segredo da Jurema. Ela produz uma bebida alucinógena que é dada aos guerreiros em rituais específicos. Este segredo está condicionado à sua virgindade. Ela não pode se entregar a nenhum homem antes de passar a outra virgem o segredo de fabricação dessa bebida.
ResponderExcluirIracema, virgem dos lábios de mel, anda pela floreta, quando encontra um guerreiro desconhecido, então lhe atira uma fecha, mas logo sente remoço e o ajuda com a ferida levando-o para sua aldeia.
ResponderExcluirNa aldeia, Iracema leva Martin a Araquém, seu pai, e o apresenta, o pajé dá hospedagem ao estrangeiro. Porém antes de amanhecer o jovem deixa a cabana, e sutilmente a virgem o segue, diz para esperar o seu irmão, Caubi, pois o mesmo conhece bem a mata e pode levá-lo em segurança até o encontro de sua família, Martin aceita a proposta e volta para a cabana de Araquém.
Após alguns dias, na aldeia, tabajara Martim sente-se triste, por estar longe de sua terra e de sua família e amigos. Iracema o vê, e tem uma ideia para ajuda-lo, o jovem logo diz que seria difícil ela conseguir tira-lo de seu estado, porém aceita a ajuda. Ela o leva até o bosque sagrado da Jurema, o prepara uma bebida de cor estranha, e o entrega, logo que Martin ingere o liquido começa a ter visões de sua infância e de seus momentos mais felizes, assim que o efeito parece passar ele tenta beijar Iracema, como forma de agradecimento, porém não se sabe se esse beijo realmente aconteceu, pois a bebida é um alucinógeno então o acontecimento não é relatado com certeza.
Irapuã, chefe da tribo, logo descobre que Iracema levou o estrangeiro até o bosque sagrado da Jurema, ele vai até o local, com raiva de Martin por ter entrado em um lugar que só a virgem de Tupã poderia. Irapuã entra no bosque enfurecido e procura pelo estrangeiro, o encontra com Iracema e já o ameaça de morte, Martin ainda sob o efeito do alucinógeno não consegue se defender, mas a virgem o defende contra Irapuã.
Caubi chega à aldeia, Iracema e Martin vão até a cabana de Araquém, porém no caminho eles conversam, Iracema diz a Martin que ele nunca poderá tê-la afinal o guerreiro que possuísse a virgem de Tupã morreria, Martin não se intimida e diz que guerreiros como ele trazem consigo a morte.
Com a ida de Martin, Araquém pede a Iracema que escolha um presente de despedida para o hospede, como já era tradição na aldeia, a virgem escolhe uma rede de algodão e entrega ao amado dizendo: “Levas o sono de meus olhos, leva a minha rede também. Quando nela dormires, falem em tua alma os sonhos de Iracema.”. Quando já era tarde, Caubi e Martin saem, porém antes Martin se despede de Araquém agradecendo- o. Já no caminho Caubi vai à frente guiando, Martin a uma pequena distancia e a virgem logo atrás. A virgem no caminho para, e diz a Martin que sentirá sua falta, ele por sua vez a beija. Logo em seguida Caubi chama o estrangeiro para continuar sua viagem.
Os três jovens encontram Irapuã e seus guerreiros no caminho, o chefe da tribo quer matar Martin, Caubi pede a Iracema, que leve o estrangeiro a cabana de Araquém, só ele neste momento poderia protegê-lo, porém Martin não vai, diz que ficará e lutará ao lado de Caubi, Iracema diz que também ficará junto a seu amado. A luta começou, porém no meio dela ouviram o som dos guerreiros pitiguaras, seus inimigos, logo foram embora levando consigo o chefe e deixando apenas Martin e Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, “que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira” é uma guerreira da nação tabajara, está repousando em um claro na floresta, De repente, surge entre as folhagens um guerreiro Martim, que recebe uma flechada no rosto, provinda de Iracema, assustada com a presença do estrangeiro. Iracema, arrependida de seu ato quebra com o estrangeiro a “flecha da paz” – ato que simbolizava amizade.
ResponderExcluirIracema e Martim seguem rumo à cabana do pajé, Araquém, pai de Iracema, onde é recebido com hospitalidade.Martim conta ao pajé, então, que é amigo dos pitiguaras, tribo inimiga dos tabajaras.
Iracema traz as mulheres da tribo para “servir” ao guerreiro, o qual não as aceita, uma vez que esperava que Iracema ficasse com ele. Iracema responde que “não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema. Iracema diz que é melhor o guerreiro esperar Caubi, seu irmão, voltar da caça para que esse o guie por entre a floresta.
Na manhã seguinte, Irapuã, o chefe dos guerreiros tabajaras, solta o grito de guerra contra os “potiguaras”. O velho Andira, irmão do pajé, deixa tombar o tacape do chefe que passava de mão em mão, simbolizando que era contra esse ataque de guerra. Irapuã fica cheio de cólera.
Martim lembra do lugar onde nasceu, dos entes queridos que lá deixou. Iracema se aproxima e pergunta o motivo da tristeza do moço, o qual responde que é a saudade da pátria. Iracema, com o intuito de animá-lo, o leva até o bosque sagrado da jurema e lá serve para ele, em uma folha, gotas de verde e estranho licor vazadas da igaçaba. Martim bebe e começa a sonhar com Iracema, abraça-a e o autor deixa a entender que beijam-se, ou quase beijam-se, mas logo Iracema solta-se rápido “do braço que a cingia”.
Iracema trêmula de susto e com cólera, pergunta o motivo que o levou ao bosque da jurema, uma vez que só pode entrar lá pessoas autorizadas por Araquém. Iracema argumenta que o estrangeiro é hóspede de Araquém e Irapuã tomado de cólera, e cheio de ciúmes, afirma que o estrangeiro vai morrer, para assim quem sabe Iracema o amar.
Iracema avisa a Martim que quem possuísse ela morreria e que então, já que não poderiam ficar juntos, Martim deveria partir com seu irmão Caubi, que chegara da caçada.
Martim vai à cabana do pajé, Iracema dá sua rede à Martim. “Estrangeiro, toma o último sorriso de Iracema e ... foge!”Os dois se beijam e Martim parte com Caubi.
Da cabana do pajé Iracema escuta o grito de Guerra de Caubi, sai correndo em direção à ele e encontra o irmão, para defender Martim, enfrentando cerca de cem guerreiros tabajaras liderados por Irapuã. Os tabajaras só dissipam-se ao acreditar que estão sendo ameaçados, uma vez que escutam o som do búzio dos pitiguaras.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, “que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira” é uma guerreira da nação tabajara, está repousando em um claro na floresta, De repente, surge entre as folhagens um guerreiro Martim, que recebe uma flechada no rosto, provinda de Iracema, assustada com a presença do estrangeiro. Iracema, arrependida de seu ato quebra com o estrangeiro a “flecha da paz” – ato que simbolizava amizade.
ResponderExcluirIracema e Martim seguem rumo à cabana do pajé, Araquém, pai de Iracema, onde é recebido com hospitalidade.Martim conta ao pajé, então, que é amigo dos pitiguaras, tribo inimiga dos tabajaras.
Iracema traz as mulheres da tribo para “servir” ao guerreiro, o qual não as aceita, uma vez que esperava que Iracema ficasse com ele. Iracema responde que “não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema. Iracema diz que é melhor o guerreiro esperar Caubi, seu irmão, voltar da caça para que esse o guie por entre a floresta.
Na manhã seguinte, Irapuã, o chefe dos guerreiros tabajaras, solta o grito de guerra contra os “potiguaras”. O velho Andira, irmão do pajé, deixa tombar o tacape do chefe que passava de mão em mão, simbolizando que era contra esse ataque de guerra. Irapuã fica cheio de cólera.
Martim lembra do lugar onde nasceu, dos entes queridos que lá deixou. Iracema se aproxima e pergunta o motivo da tristeza do moço, o qual responde que é a saudade da pátria. Iracema, com o intuito de animá-lo, o leva até o bosque sagrado da jurema e lá serve para ele, em uma folha, gotas de verde e estranho licor vazadas da igaçaba. Martim bebe e começa a sonhar com Iracema, abraça-a e o autor deixa a entender que beijam-se, ou quase beijam-se, mas logo Iracema solta-se rápido “do braço que a cingia”.
Iracema trêmula de susto e com cólera, pergunta o motivo que o levou ao bosque da jurema, uma vez que só podem entrar lá pessoas com a autorização de Araquém. Iracema argumenta que o estrangeiro é hóspede de Araquém e Irapuã tomado de cólera, e cheio de ciúmes, afirma que o estrangeiro vai morrer, para assim quem sabe Iracema o amar.
Iracema avisa a Martim que quem possuísse Iracema morreria e que então, já que não poderiam ficar juntos, Martim deveria partir com seu irmão Caubi, que chegara da caçada.
Martim vai à cabana do pajé, Iracema dá sua rede à Martim. “Estrangeiro, toma o último sorriso de Iracema e ... foge!” Iracema e Martim se beijam e Martim parte com Caubi.
Da cabana do pajé Iracema escuta o grito de Guerra de Caubi, sai correndo em direção à ele e encontra o irmão, para defender Martim, enfrentando cerca de cem guerreiros tabajaras liderados por Irapuã. Os tabajaras só dissipam-se ao acreditar que estão sendo ameaçados, uma vez que escutam o som do búzio dos pitiguaras.
Iracema é uma jovem virgem dos lábios de mel, enquanto andava pela floresta encontra um guerreiro desconhecido, por isso lança uma flecha, mas logo se arrepende e o ajuda.
ResponderExcluirNa aldeia, ela leva Martin a seu pai e o apresenta.O Pajé e hospedagem.
Ao amanhecer, Martin deixa a cabana, mas Iracema sugere que ele espere o irmão dela para ajudar a voltar por conhecer bem a floresta.
Martin começou a se entristecer por estar longe de seus amigos e familiares. Iracema oferece ajuda e apesar de Martin achar que ela não seria capaz de tira lo daquela tristeza, aceita.
Iracema o levou para o bosque sagrado da Jurema e deu uma bebida alucinógena para Martin, e ele acaba lembrando dos momentos felizes de sua infância, quando o efeito passa, ele tenta beijar Iracema, mas não é certeza se aconteceu de fato.
Irapuã, chege da tribo, quando descobre que Martin foi até o bosque sagrado, onde so a virgem poderia entrar, ficou enfurecido e o ameaçou de morte. Martin ains sob o efeito da bebida, é defendida por Iracema.
Iracema e Martin voltam para a cabana e no caminho a virgem fala que ele nunca poderia te-la, pois quem a tivesse morreria, mas isso nao o assusta e fiz que o guerreiro traz consigo a morte.
Araquém pede a Iracema para que ela escolhesse um presente para despedir de Martin, ela escolheu uma rede de algodão. No caminho de volta, Martin e Iracema se beijam. Logo após, ainda na volta, os dois jovens e Caubi encontram o Irapuã no caminho e o chefe ainda quer matar Martin.
Caubi sugere que Iracema leva Martin de volta para a cabana e Araquém, mas ele fica para lutar ao lado fe Caubi. Quando a luta começou, ouviram o som dos guerreiros pitiguaras, Deus inimigos, logo foram embora e levou o chefe, deixando apenas Martin e Iracema
Quem é?
ExcluirIracema está repousando na floresta quando surge um guerreiro branco e ela lhe dá uma flechada no rosto. Arrependida quebra a flecha.
ResponderExcluirOs dois seguem para a cabana de Araquém, pai de Iracema onde é recibido com hospitalidade.
Iracema leva as mulheres da tribo para servir o guerreiro, mas ele não aceita pois, esperava que Iracema ficasse com ele. Ela não pode ser sua serva porque guarda o segredo da jurema.
Martim, o guerreiro, saí da cabana em direção a tribo dos pitiguaras, a índia diz que é melhor o guerreiro esperar caubi, seu irmão, voltar da caça para guia-lo na floresta. Martim volta a cabana.
No dia seguinte, Irapuã, o chefe dos guerreiros tabajaras solta o grito de guerra contra os potiguaras.
Martim acorda e lembra de seus familiares, Iracema pergunta porque ele está triste e descobre que ele deixou uma noiva. A índia leva ele para o bosque sagrado da jurema e serve uma bebida que o faz sonhar que beijou Iracema.
Caubi chega da caçada e logo parte com Martim.
Da cabana do pajé Iracema escuta o grito de Guerra de Caubi, sai correndo em direção à ele e encontra o irmão, para defender Martim, enfrentando guerreiros tabajaras. Martim acaba ferido.
(Khabech)
Resumirei capítulo por capítulo. 1- O livro começa com a parte final da história de Iracema: seu filho com Iracema e um jangadeiro partindo das terras do Ceará rumo à Portugal, logo após a morte de Iracema. Martim está triste com a morte da esposa.
ResponderExcluir2– Num “flash back” inicia-se a história. Iracema, a virgem dos lábios de mel, “que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira” é uma guerreira da nação tabajara, está repousando em um claro na floresta, a “graciosa ará”(periquito cujo nome ao decorrer do livro descobre-se ser Jandaia), sua amiga e companheira, a acompanha. De repente, surge entre as folhagens um guerreiro que “tem na face o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas”, é Martim, que recebe uma flechada no rosto, provinda de Iracema, assustada com a presença do estrangeiro. Iracema, arrependida de seu ato quebra com o estrangeiro a “flecha da paz” – ato que simbolizava amizade.
3– Iracema e Martim seguem rumo à grande taba dos tabajaras e à cabana do pajé, Araquém, pai de Iracema, onde é recebido com hospitalidade. Araquém diz a Martim que esse é senhor em sua cabana e que os tabajaras tinham mil guerreiros para defendê-lo e mulheres sem conta para servi-lo. Martim conta ao pajé, então, que é amigo dos pitiguaras, tribo inimiga dos tabajaras, uma vez que o bravo Poti, havia plantado com ele a árvore da amizade. Mesmo assim Araquém afirma que o estrangeiro é bem-vindo em sua taba.
4– Iracema traz as mais belas mulheres da tribo para “servir” ao guerreiro, o qual não as aceita. Iracema responde que “não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema e o mistério do sonho” . Martim então sai da cabana em direção à tribo dos pitiguaras, Iracema diz que é melhor o guerreiro esperar Caubi, seu irmão, voltar da caça para que esse o guie por entre a floresta. Martim, então, retorna à cabana do pajé e adormece na rede preparada por Iracema.
5– Irapuã, o chefe dos guerreiros tabajaras, solta o grito de guerra contra os “potiguaras” (que significa comedores de camarão - modo como os tabajaras chamavam chacotamente os pitiguaras). O velho Andira, irmão do pajé, deixa tombar o tacape do chefe que passava de mão em mão, simbolizando que era contra esse ataque de guerra. Irapuã fica cheio de cólera.
6– Martim lembra do lugar onde nasceu, dos entes queridos que lá deixou. Pensa se tornará a vê-los algum dia. Iracema se aproxima e pergunta o motivo da tristeza do moço, o qual responde que é a saudade da pátria, questiona se uma noiva o espera e Martim responde que sim, mas que “ela não é mais doce do que Iracema. Iracema, com o intuito de animá-lo, o leva até o bosque sagrado da jurema. Martim bebe e começa a sonhar com Iracema, abraça-a e o autor deixa a entender que beijam-se, ou quase beijam-se, mas logo Iracema solta rápido.
7– Enquanto Iracema começava a retornar para a taba, subitamente surge Irapuã. Iracema trêmula de susto e com cólera, pergunta o motivo que o levou ao bosque da jurema, uma vez que só podem entrar lá pessoas com a autorização de Araquém. Irapuã, diz que foi à sua procura, pois na taba haviam dito que o estrangeiro teria ido à cabana de Araquém. Iracema argumenta que o estrangeiro é hóspede de Araquém e Irapuã tomado de cólera, e cheio de ciúmes, afirma que o estrangeiro vai morrer, para assim quem sabe Iracema o amar. “A sombra de Iracema não esconderá para sempre o estrangeiro...” e dizendo essas palavras desapareceu entre as árvores
8– Iracema avisa a Martim que quem possuísse Iracema morreria e que então, já que não poderiam ficar juntos, Martim deveria partir com seu irmão Caubi, que chegara da caçada.
9– Martim vai à cabana do pajé, Iracema dá sua rede à Martim. Iracema e Martim se beijam e Martim parte com Caubi.
10- Da cabana do pajé Iracema escuta o grito de Guerra de Caubi, sai correndo em direção à ele e encontra o irmão. Os tabajaras acreditam que estão sendo ameaçados, uma vez que escutam o som do búzio dos pitiguaras.
(Débora)
Resumirei capítulo por capítulo. 1- O livro começa com a parte final da história de Iracema: seu filho com Iracema e um jangadeiro partindo das terras do Ceará rumo à Portugal, logo após a morte de Iracema. Martim está triste com a morte da esposa.
ResponderExcluir2– Num “flash back” inicia-se a história. Iracema, a virgem dos lábios de mel, “que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira” é uma guerreira da nação tabajara, está repousando em um claro na floresta, a “graciosa ará”(periquito cujo nome ao decorrer do livro descobre-se ser Jandaia), sua amiga e companheira, a acompanha. De repente, surge entre as folhagens um guerreiro que “tem na face o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas”, é Martim, que recebe uma flechada no rosto, provinda de Iracema, assustada com a presença do estrangeiro. Iracema, arrependida de seu ato quebra com o estrangeiro a “flecha da paz” – ato que simbolizava amizade.
3– Iracema e Martim seguem rumo à grande taba dos tabajaras e à cabana do pajé, Araquém, pai de Iracema, onde é recebido com hospitalidade. Araquém diz a Martim que esse é senhor em sua cabana e que os tabajaras tinham mil guerreiros para defendê-lo e mulheres sem conta para servi-lo. Martim conta ao pajé, então, que é amigo dos pitiguaras, tribo inimiga dos tabajaras, uma vez que o bravo Poti, havia plantado com ele a árvore da amizade. Mesmo assim Araquém afirma que o estrangeiro é bem-vindo em sua taba.
4– Iracema traz as mais belas mulheres da tribo para “servir” ao guerreiro, o qual não as aceita. Iracema responde que “não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema e o mistério do sonho” . Martim então sai da cabana em direção à tribo dos pitiguaras, Iracema diz que é melhor o guerreiro esperar Caubi, seu irmão, voltar da caça para que esse o guie por entre a floresta. Martim, então, retorna à cabana do pajé e adormece na rede preparada por Iracema.
5– Irapuã, o chefe dos guerreiros tabajaras, solta o grito de guerra contra os “potiguaras” (que significa comedores de camarão - modo como os tabajaras chamavam chacotamente os pitiguaras). O velho Andira, irmão do pajé, deixa tombar o tacape do chefe que passava de mão em mão, simbolizando que era contra esse ataque de guerra. Irapuã fica cheio de cólera.
6– Martim lembra do lugar onde nasceu, dos entes queridos que lá deixou. Pensa se tornará a vê-los algum dia. Iracema se aproxima e pergunta o motivo da tristeza do moço, o qual responde que é a saudade da pátria, questiona se uma noiva o espera e Martim responde que sim, mas que “ela não é mais doce do que Iracema. Iracema, com o intuito de animá-lo, o leva até o bosque sagrado da jurema. Martim bebe e começa a sonhar com Iracema, abraça-a e o autor deixa a entender que beijam-se, ou quase beijam-se, mas logo Iracema solta rápido.
7– Enquanto Iracema começava a retornar para a taba, subitamente surge Irapuã. Iracema trêmula de susto e com cólera, pergunta o motivo que o levou ao bosque da jurema, uma vez que só podem entrar lá pessoas com a autorização de Araquém. Irapuã, diz que foi à sua procura, pois na taba haviam dito que o estrangeiro teria ido à cabana de Araquém. Iracema argumenta que o estrangeiro é hóspede de Araquém e Irapuã tomado de cólera, e cheio de ciúmes, afirma que o estrangeiro vai morrer, para assim quem sabe Iracema o amar. “A sombra de Iracema não esconderá para sempre o estrangeiro...” e dizendo essas palavras desapareceu entre as árvores
8– Iracema avisa a Martim que quem possuísse Iracema morreria e que então, já que não poderiam ficar juntos, Martim deveria partir com seu irmão Caubi, que chegara da caçada.
9– Martim vai à cabana do pajé, Iracema dá sua rede à Martim. Iracema e Martim se beijam e Martim parte com Caubi.
10- Da cabana do pajé Iracema escuta o grito de Guerra de Caubi, sai correndo em direção à ele e encontra o irmão. Os tabajaras acreditam que estão sendo ameaçados, uma vez que escutam o som do búzio dos pitiguaras.
(Débora)
Um jovem guerreiro se encontra com a filha de um pajé de uma tribo "amigável", Iracema a tal garota, é a "prometida", o guerreiro se apaixona por ela e a trama de relacionamento se desenrola
ResponderExcluirPessoal,
ResponderExcluirO capítulo IX é um capítulo curto. Nesse capítulo Martin se despede de Araquém, que confirma a amizade e a hospitalidade. Iracema dá ao estrangeiro a própria rede para que ele possa dormir e sonhar com ela. Iracema e Martin se beijam na despedida. Caubi parte com Iracema.
É isso!
Continuem assíduos na leitura! Abraços!
Leonardo (enviado em tempo pelo whatsapp)
ResponderExcluirIracema, a virgem dos lábios de mel,é uma guerreira da nação tabajara, que quando estava repousando na floresta, acabou sendo surpreendida pelo guerreiro Martim, que recebe uma flechada de Iracema, assustada com a presença do estrangeiro. A virgem arrependida de seu ato quebra com o estrangeiro a “flecha da paz” – ato que simbolizava amizade.
Iracema e Martim seguem rumo a cabana de Araquém,pajé da tribo,e pai de Iracema, onde é recebido com hospitalidade.Martim conta ao pajé, então, que é amigo dos pitiguaras, tribo inimiga dos tabajaras.
Iracema traz as mulheres da tribo para “servir” ao guerreiro, o qual não as aceita,pois queria que fosse a virgem. Iracema responde que “não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema. Iracema diz que é melhor o guerreiro esperar Caubi, seu irmão, voltar da caça para que esse o guie por entre a floresta.
Na manhã seguinte o velho Andira, irmão do pajé, deixa tombar o tacape do chefe que passava de mão em mão, simbolizando que era contra esse ataque de guerra.
Martim lembra do lugar onde nasceu, dos entes queridos que lá deixou. Iracema, com o intuito de animá-lo, o leva até o bosque sagrado da jurema e lá serve para ele, em uma folha, gotas de verde e estranho licor vazadas da igaçaba. Martim bebe e começa a sonhar com Iracema, abraça-a e o autor deixa a entender que beijam-se, ou quase beijam-se.
Irapuã aparece perguntando o motivo que o levou ao bosque da jurema, uma vez que só podem entrar lá pessoas com a autorização de Araquém. Iracema argumenta que o estrangeiro é hóspede de Araquém e Irapuã cheio de ciúmes, afirma que o estrangeiro vai morrer, para assim quem sabe Iracema o amar.
Iracema avisa a Martim que quem possuísse Iracema morreria e que então, já que não poderiam ficar juntos, Martim deveria partir com seu irmão Caubi, que chegara da caçada.
Iracema e Martim se beijam e o estrangeiro parte com Caubi.
Da cabana do pajé Iracema escuta o grito de Guerra de Caubi, sai correndo em direção à ele e encontra o irmão, para defender Martim, enfrentando cerca de cem guerreiros tabajaras liderados por Irapuã. Os tabajaras só dissipam-se ao acreditar que estão sendo ameaçados, uma vez que escutam o som do búzio dos pitiguaras.